sexta-feira, 18 de agosto de 2017

QUEM PRECISA DE FACULDADE?

Deve-Se dar às pessoas aquilo que eles merecem. Nas palavras dos antigos dar a César o que é de César. Nesse caso dê-se a Lula o que é de Lula. O genial Lula deixou atrás de si rastros muito bem impressos, não na areia, mas no duro chão do país e da história. Tanto do que é bom como do que é duvidoso.

Devemos a Lula a popularização do ensino universitário em solo brasileiro, embora ele mesmo não tenha querido pisar no chão universitário nem antes nem durante seu governo nem muito menos depois como fez Vicentinho (depois falamos mais dele).

Além do mais Lula se orgulhava de não ter diploma universitário como seu antecessor FHC. Será que era por não ter diploma de uma faculdade que Lula engolia todos os S das palavras como se fosse uma fome tardia por não ter comido do pão das universidades? Será que era por não ter diploma universitário que Lula tinha quando discursava tantos cacoetes, por exemplo, o famoso “num sabe”?

Acho que não. Era para deixar claro que nem todos precisam de faculdade.

Começo a achar que Lula tinha razão de que nem todos precisam de diploma universitário. A julgar pela quantidade de candidatos ao cargo de vereadores, deputados estaduais e federais da última eleição que mostraram em seus discursos que o único livro que leram na vida, se é que leram, fazia muitíssimo tempo, foi recorde.

Qual prefeito se orgulha de ter diploma por uma universidade? Raríssimos. Pelo comportamento dos políticos brasileiros diz-se deles que tenham diploma universitário? Eles precisam mesmo de diploma universitário para fazer o que fazem? E vocês sabem o que é que eles fazem, não é...?

Contratamos para secretários de cargos municipais, administradores públicos, senadores, deputados estaduais e federais e até presidente pessoas que não têm diploma universitário, para quem mesmo o diploma é necessário se estes são postos em funções que mudam nossas vidas e, na maior parte do tempo para pior?

Recentemente se levantou uma questão acerca dos técnicos de futebol brasileiros. Diziam os críticos que eles não se reciclam como os técnicos de futebol dos times da Europa. Gostei muito da resposta que deu a isso Renato gaúcho técnico do campeoníssimo time do Grêmio: “Eu não preciso. Quem quiser que vá lá e faça seu curso, eu continuarei aplicando o que o futebol e a vida me ensinou”. Quem pode dizer que Renato está errado? Seu time (seus times) tem sido campeão e está sempre no topo da tabela.

Começo a pensar que Lula e Renato estão certos. Afinal, não é o resultado que importa?

De professores se exige que tenham graduação, pós-graduação, formação continuada, cursos livres e... para enfrentar uma sala de aula e lhes pagam salário anos luz inferiores ao do vereador, senador, secretário, deputado estadual e federal e mais anos luz ainda do de prefeito e presidente.


Quem mesmo nessa história precisa de faculdade? A resposta está com você.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Convenção do partido PD alguma coisa na minha cidade – SGA

As eleições estão à porta. Em minha cidade até já se realizou a primeira das muitas convenções partidárias dos inúmeros partidos que existe ou existirão daqui para a abertura do preito eleitoral. A convenção realizou-se com muita antecedência o que causou para mim grande estranheza. Foi para a apresentação do candidato a Presidência pelo partido PD alguma coisa.

O digníssimo candidato foi líder em meu estado por mais de duas vezes. Como prefeito da capital e como governador do estado. Não enriqueceu com a política. Vocês entendem não é o que quero dizer com “não enriqueceu com a política”, certo? Não tem papas na língua e os críticos dizem que tem o pavio curto. Que não tem papas na língua concordo plenamente, mas para usar o jeito humilde de minha vizinha Januária falar, da segunda crítica que lhe fazem “disconcordo totalmente”. O problema é que o povo fala o que quer, mas não se aprontam para ouvir o que devem. Ele é tipo tolerância zero, entenderam?

O cavalheiro é dotado de certo charme despojado, o que em minha opinião já o coloca em vantagem, pois os bonitos (ou na pior das situações o charmoso) atrai sobre si certa vantagem, pelo menos com o eleitorado feminino. Sei que isso não será decisivo na hora do eleitor apertar seu número na urna, mas é uma vantagem se aliada a boas propostas de governo.

Pessoalmente estranhei que nenhum outro partido tenha feito convenção em data próxima a do PD alguma coisa e, ou tenha sinalizado alguma data. Estranhei igualmente que a oposição não tenha desferido nenhuma crítica, mas fico aqui pensando que em matéria de política só se tira os podres da manga quando o candidato está em vantagem nas pesquisas ou quando povo está afinando os dedos para apertar os botões da urna eletrônica.

Também acho que o atraso (ou o fato de nenhum outro partido ter sinalizado data fora o PD alguma coisa) de outros partidos não terem feito nem anunciado suas convenções se deva a que a política brasileira está tão acanalhada que falta nome limpo na praça para anunciar, principalmente de candidatos a presidência.


É o que suponho da calmaria que hora vigora. Espero que eu não esteja enganado. Afinal, o eleitor brasileiro vive sendo enganado.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DOUTOR TERROR vs. MAGISTRATUTA BRASILEIRA vs. MINHA FLATULÊNCIA

A gente já nem dá mais atenção às manchetes dos telejornais quando dizem que o Doutor Terror está agora novamente solto, gozando do luxo de sua mansão e trafegando de carro de luxo nas ruas de seu estado. O Doutor Terror a que me refiro é aquele médico que abusou sexualmente de 60 de suas pacientes enquanto a maioria destas estava sob algum efeito sedativo.

Acho que os juízes de direito de tanto estudar passam a querer mostrar que sabem um mais que o outro e passam a desfazer a sentença dada por um colega. Porque o Doutor Terror já foi solto e preso umas cinco ou mais vezes por determinação de juízes diferentes numa demonstração de quem sabe mais ou de quem pode mais. É que acho. 

Essa história de prende e solta o Doutor Terror por parte dos juízes brasileiros que discordam o tempo todo entre si fez me lembrar de uma crise de flatulência que venho sofrendo há dias. Sempre que penso em soltar meus gases tenho que abortar a operação porque tem alguém presente e quando posso soltar porque não há ninguém por perto meu organismo não contribui e não permite que os gases se vão para a camada atmosférica onde se concentram os gases da natureza.

Sou do tipo geração saúde, por isso corro a pé e pedalo, por vezes enquanto corria ou pedalava procurava um lugar solitário para soltar meus gases, achava, certa feita soltei-os com tanta ânsia e ao mesmo tempo prazer, já que muitas vezes sou impedido de fazer, que achei que de longe pessoas deviam ter ouvido o ruído do som depois dessa vez andava então olhando para as pessoas para vê se elas não estavam me chamando de... por ato tão repugnante, embora saudável.
                                    

Longe de mim comparar a magistratura brasileira a uma crise de pum (flatulência), mas o caso do Doutor Terror com os juízes brasileiros me fez lembrar desse momento dificultoso de minha vida. Acho que para não acontecer mais isso, não vou mais vê televisão quando esta noticiar alguma coisa sobre a decisão dos juízes brasileiros acerca do Doutor Terror.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PROCESSO SELETIVO EM MINHA CIDADE - SGA

Foi meu sonho durante um tempo considerável da minha vida trabalhar no RH de uma empresa. Orei a Deus que me concedeu essa graça, mas para me manter ali paguei uns trocados meio caros. Mas consegui enfim.

Comecei organizando cartões de ponto, depois passei a calcular os adicionais noturnos e as horas extras, passei a preencher e a calcular a guia de pagamento da Previdência, até que um pouco mais experiente passei a fazer a folha de pagamento, e o fazia escrevendo na máquina de calcular ao mesmo tempo em que calculava os descontos e proventos do funcionário para montar a folha. Tudo manualmente. Ganhei respeito e passei a admitir e demitir pessoal. Fazia a até entrevistas.

Eu sentia tanto orgulho de trabalhar no RH da empresa que não ousava sequer dizer que trabalhava no RH e dizia que trabalhava no Departamento de Pessoal da empresa. O departamento de pessoal é uma extensão do RH. Quando via uma pessoa de RH na minha frente eu sonhava ter aquele porte que eles demonstravam de quem sabe das coisas. O refinamento era inegável típico das salas refrigeradas que ocupavam.

Mas eu estou perdendo meu fascínio por esse departamento tão importante numa empresa e vou lhes dizer o motivo.

Neuza, minha vizinha, me contou que no distrito vizinho ao nosso uma grande rede de supermercado está se instalando.  Melhor dizendo, um grande supermercado de uma grande rede que já tem outros grandes supermercados espalhados em nosso município está contratando homens e mulheres para várias funções, especialmente mulheres para a função de operador de caixa.

Jandira que é amiga de Neuza foi informada, sem perder tempo correu pra lá. Se arrumou modestamente, enfrentou uma grande fila, conseguiu uma senha para atendimento que a fazia voltar no dia seguinte tal era o número com que tinha sido contemplada.

Chegou o dia de ser atendida. Jandira se arrumou novamente, tirou os brincos extravagantes de que gosta e que combina mais com sua personalidade, mas que o entrevistador podia não gostar, vestiu uma calça jeans modesta e uma blusa que cobria as tatuagens, uma rasteirinha e uma maquiagem discreta sem aquele batom vermelhão porque achava que o entrevistador podia não gostar. Lá se vai Jandira. Outra mulher. Muito diferente daquela do dia a dia.

Sabendo que seria entrevistada, Jandira imaginou algumas perguntas que fariam a ela e formulou algumas respostas possíveis para as possíveis perguntas. Todo esforço era porque precisava demais daquela vaga.

Na antessala um painel que indicava o número e não o nome de quem devia entrar para ser entrevistado. O nome de Jandira era 190. Saiu um, depois outro, Jandira observou que saiam um tanto pálidos, mas imaginou que fosse do ar refrigerado que resfriava a sala do pessoal do RH para que eles mantivessem a pose e lhes desse mais conforto.

A sala se abre, o 190 é chamada. Senta-se e a bateria de perguntas se inicia.

Entrevistadora: Bom dia. Seu nome é?
Jandira: Jandira.
Jandira: Bom dia. E seu nome é qual?
Entrevistadora: Me chame de entrevistadora. Precisamos manter a impessoalidade.
Jandira: Então a senhora deveria me chamar de entrevistada, não?
Entrevistadora: Não. Aqui eu sou a superior.

Mas prossigamos...

Entrevistadora: Jandira como você se imagina em nossa empresa daqui a cinco anos?
Jandira: A senhora entrevistadora então está afirmando que já estou contratada?
Entrevistadora: Não disse isso.
Jandira: Então como posso me imaginar na empresa daqui a cinco anos se nem entrei ainda?
Entrevistadora: Jandira o que você pretende em nossa empresa?
Jandira. Trabalhar. Preciso me sustentar, a meus filhos e ajudar meu marido nessa dura empreitada. Não é o mesmo com a senhora, entrevistadora?
Entrevistadora: Jandira se você pudesse ser um animal, que animal gostaria de ser?
Jandira: Não me imagino um animal, vim aqui para trabalhar como gente e para gente.

A entrevista terminou e Jandira depois de dois dias recebeu um telefonema dizendo que não havia preenchido os requisitos para a vaga. Agradeceram e disseram que numa próxima vez a chamariam.

Eu fiquei pensando que Jandira não foi contratada porque a vaga era para animais ou para pessoas que estivessem dispostas a se tornarem animais, no mínimo jumentos.

Foi por isso que deixei minha admiração pelo RH.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Socialites

Esses dias estive pensando sobre apelidos. Aí por curiosidade pesquisei sobre o assunto na net. A gente não vive mais sem ela. E você sabe não é? Na net tem tudo. Se for verdade ou mentira é outra história. Bom. Um site me informou que esse negócio de reconhecer as pessoas com nome e sobrenome é coisa nova. Antes, as pessoas, especialmente as ricas, eram conhecidas por apelidos. Aí os reis eram os mais castigados nessa parte.

James II é um dos mais odiados reis da Inglaterra. Como queria derrubar o parlamento ficou conhecido como “James, The Shit”. Traduzindo “James, O Merda”. Edward I era conhecido como “Edward Longshanks”. Em Português “Eduardo, O Canela Longa”. A Inglaterra era cruel quando não gostava de uma pessoa e lhes dava apelidos horrendos. Luís V, rei da França ficou conhecido como Luís, O Preguiçoso, isso por causa de sua falta de iniciativa.

Diferentemente dos países da Europa que eram cruéis quando davam apelidos para os que não gostavam, os brasileiros fazem exceção. Para os ricos, mesmo os que têm comportamentos nocivos, dão apelidos pomposos. Por exemplo, a gente sabe muito bem que os políticos brasileiros são muito corruptos e mesmo assim são apelidados de “Vossa Excelência”. O sujeito que não estudou, nunca riscou uma letra num vestibular ou faculdade mas porque tem dinheiro é apelidado de “Doutor”. A moça que posa nua para uma revista masculina famosa é apelidada de “artista”. E se for profissional do sexo, mas sair com pessoas que pagam bem o apelido é de ”Garota de programa”.

Para os pobres ou não conhecidos na mídia a coisa é muito diferente. É corrupto, mas não é político é bandido, ladrão, salafrário. Se a moça sai com um e com outro e ganha uns trocadinho é puta, rapariga, piranha e vadia se expõe fotos peladas na net, já que não vai para as revistas masculinas da vida. Com os que têm dinheiro e nunca estudaram, a coisa é diferente, porque dinheiro compra título e respeito (nem importa a origem do dinheiro) ainda assim são “doutores”.

Meus amigos eu fui surpreendido com um apelido intrigante. Socialite. O que é isso?  é a mulher de um ricaço, prefeito ou governador que por falta de ter o que fazer, resolve não fazer nada, mas faz nada de forma tão convincente que sua inutilidade é digna de destaque em jornais locais e em revistas bem conceituadas e sérias.


Se fosse pobre seria desocupada, vagabunda, do lar e por aí vai.

sábado, 12 de agosto de 2017

Agradecido, mas indignado Crônica para os dias dos pais

Eita, mundão sem pai esse!
Sabe o que andam dizendo por aí? Mãe é só uma, pai é qualquer um. Que conversa torta é essa?!Eu sou pai e não sou qualquer um! Ou melhor, nós pais não somos qualquer um. Nos pais exigimos respeito. Que fique isso bem claro.

Agora pasmem minha gente. Numa tentativa de apagar a nossa importância como pais inventaram o bebê de proveta, inseminação artificial, banco de sêmen, produção independente e coisa que o valha; claro que há casos em que essas invenções são bem vindas, mas para apagar nossa importância não. Never, nunca!

Um mundo sem pai é um mundo bastardo. Aleijado, desamparado sem ter rumo para onde atinar.

Saindo um pouco do mundo dos homens e indo para o mundo de Deus, pergunto: se Eva é a mãe de todos os seres viventes, Adão é o que? O pai, obvio. Jesus quando quis apresentar Deus para o mundo apresentou-o como Pai. Ainda vão continuar com essa sandice de que pai é qualquer um?

Fico cá com os meus pensamentos pensando que quando o povo lê o relato bíblico na parte em que fala como foi o nascimento de Jesus só prestam atenção na parte que diz respeito à mãe. O que o anjo disse para ela, a situação desconfortável dela dando a luz seu primeiro filho numa estrebaria, e não veem que do lado da mãe tinha um pai sofrendo junto, desejando que seu filho nascesse com saúde ao mesmo tempo em que se preocupava com a esposa.

O povo não lê que foi o pai que Deus acordou de madrugada dizendo para arrumar as malas e fugir para o Egito rápido afim de que o menino não fosse morto. Esquecem que ele teve que ficar longos anos longe de sua terra natal longe da família trabalhando para sustentar todos. Deixam de ler que foi a intuição do pai (porque dizem que intuição é só de mulher) que voltando para Israel sentiu que não devia ir para a cidade onde reinava o filho do assassino Herodes e, com sua intuição Deus concordou e o mandou para outra cidade e assim Jesus mais uma vez foi salvo da morte antes do tempo.

Vão ainda continuar com essa ladainha de que pai é qualquer um?! Ora, tenham santa paciência.

Esses dias meus amigos, para cozinhar ainda mais minha santa paciência, ouviu um cantor famoso cantando assim: Pai/Você é meu herói/Meu bandido.

Espero nunca cruzar com esse cidadão porque se não ele não vai ouvir poucas e boas. Vai ouvir muitas e excelentes verdades bem na lata. Onde já se viu isso, chamar pai de bandido! Pai é sempre herói e deve ser honrado pelos filhos, pelo comércio (que no dia das mães faz uma zoada absurda), pelas mães que acham que elas são tudo e pela alta sociedade mundial.

Por Deus, nós os pais já somos honrados desde muito tempo.


Mas se algum homem com filho não se comporta como pai, chamem ele e deem-lhe uma sova das boas pra ele se ajeitar. Não. Uma sova não. Aí já demais. Chamem ele e numa boa conversa ponham os pingos nos is.