terça-feira, 29 de novembro de 2016

MINHA LUTA COM AS MOSCAS 2


Estava lendo no corredor que dá acesso a meu quintal. Dois ou três motivos me levaram até ali. Primeiro, é muito ventilado. Segundo, não gasto energia elétrica para manter um ventilador voltado para mim e para refrescar o ambiente. Terceiro, o fornecimento de energia em minha casa havia sido cortado.

Sentado nua cadeira de madeira numa mesa sem toalha, com alguns livros à minha volta, pus a perna em cima do acento da cadeira e me recostei na parede.

Uma mosca rondava junto a mim apesar do vento forte. Afugentei-a uma e duas vezes, mas sem sucesso, ela voltava. Achou de pousar sobre o meu joelho. Havia escrito uma crônica sobre a inteligência das moscas e sobre minha admiração de como seres tão pequenos nos causam tantas inquietações principalmente quando estamos lendo.

A mosca ali pousada em meu joelho, tive como primeiro pensamento bater para afugentá-la, mas de preferência matá-la.

Olhei repentinamente para ela, era grande, asas com umas riscas, olhos avantajados, quando subitamente fui acometido por um novo pensamento, agora de simpatia pela nojenta. Será que elas pousam em nós, nos irritam, voam bem próximo de nossos narizes com o risco de as sugarmos pelas narinas, fazem zumbido em nossos ouvidos e voltam sempre depois de afugentadas porque são carentes de carinho e atenção?


Respostas, por favor para Rua do Ouvidor, número 100, bairro Mosqueteiro.

2 comentários:

Biel Braga disse...

Faz algum sentido...
De fato, será???

Biel Braga disse...

Faz algum sentido...
De fato, será???