terça-feira, 29 de novembro de 2016

MINHA LUTA COM AS MOSCAS 4

Acordo cedo aos domingos. Faço o café, saio pra comprar pão, sento à mesa com um café quentinho e pão simples passado apenas com margarina (manteiga é coisa nobre, não dá pra mim) e ligo a tv. Assisto aos programas rurais. Primeiro o local, que fala dos costumes e negócios dos interiores do meu estado, em seguida o nacional.

Num desses domingos, no programa nacional vi um caso de morte de gado de grande porte decorrente do ataque de moscas. Algo que se assemelha a filme de ficção científica e filme de horror grotesco sendo que era tudo real.

Criadores estavam perdendo suas vacas leiteiras e touros reprodutores. O gado atacado pelas moscas se sentia inquieto, tangia as moscas com o rabo, mas cansava o membro sem ter sucesso na empreitada, em consequência se estressava, deixava de comer, caia de fraco e ali mesmo falecia sendo comido pelas moscas assassinas.

O mais engraçado para mim foi o relato do programa de como as moscas se proliferaram ao ponto de se tornarem assassinas. 

Uma indústria de cana-de-açúcar despejava o que sobrava da produção, o caldo do caldo ao ar livre, o caldo fermentava virando uma espécie de aguardente de péssima qualidade, as moscas se aglomeravam ali pondo seus ovos que eclodindo aos milhões criavam uma cena de terror para a localidade, tanto gente como para animais.


Seria engraçado se não fosse trágico. A cena me deu a certeza que não é apenas direção e algo que não combina, mas moscas e álcool também não. Moscas bêbadas se tornam assassinas.

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