sexta-feira, 18 de novembro de 2016

NÉVOA NAS LENTES DOS MEUS ÓCULOS.

Saia de uma repartição pública e o contraste do ar frio do aparelho de ar condicionado com o ar ambiente, um pouco quente, criou uma película sobre as lentes de meus óculos. Tirei o óculos e limpei as lentes.

Isso bem poderia ser um início de um romance, mas não é. Não tenho capacidade para tanto. Ao contrário minha mente foi despertada para o sentido da utilidade das coisas e das deficiências. Escrever sobre a utilidade das coisas é feitio de textos técnicos de filosofia, mas também não sou filósofo propriamente. No caso de ter uma lição meu texto, não posso chamá-lo propriamente de crônica. Mas invento aqui uma crônica aleijada para expor a lição da minha meditação.

Minha deficiência visual que me obriga a usar óculos de modo que agora somente de óculos posso enxergar ao longe ou ao perto me mostrou o valor dessa deficiência para a vida. Tirar os óculos me ajuda a selecionar o que quero ver e isso é um ato muito importante para se viver a vida.

Mas não quero fazer disso um escape, mas a valorização do meu tempo e o guardar das minhas forças para embates interessantes. As deficiências têm seu valor.

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