quinta-feira, 15 de dezembro de 2016

Efeito Robin Hood ao contrário

Quando vejo parlamentares defendendo causas em favor do povo me dá a impressão de estar revivendo o romance Robin Hood. Sendo que este roubava dos ricos para dar aos pobres. Os parlamentares por sua vez fazem de conta quem são Robin Hood só que os pobres são sempre eles. É o caso (entre os muitos) da senadora Gleisi Hoffmann que juntamente com o marido é acusada de receber verba oriundo de caixa 2 para alavancar sua campanha enquanto a pleno pulmões grita na tribuna ou na sua bancada defendendo o povo. Dá pra acreditar na boa vontade desse povo? 

terça-feira, 13 de dezembro de 2016

LIBEREM A CORRUPÇÃO

Uma das estratégias de desespero da sociedade quando ela não é atendida pelas autoridades é oA filosofia da liberação. Lembro-me que alguns anos com uma peste generalizada de pichação, os donos de imóveis passaram a separar uma área em seus muros com a seguinte frase "espaço reservado para pichadores". Se resolveu não sei, mas parece que diminuiu. Será?

Agora a onda é liberar ou eliminar certas instituições. Por exemplo, tem sido dito que casamento já não é um bom negócio, então os casais se "juntam" porque acham que se assinar um papel a casa cai. E seguindo a mesma linha de pensamento tem se dito que liberando as drogas o consumo cai e o grande traficante desaparece.

Pois bem. Como acho que a sociedade está mesmo em grande desespero com a classe política e de servidores públicos corruptos que levam o que é do povo, quero propor uma sandice. Mais uma. Uma a mais uma a menos não vai fazer diferença.

Vamos legalizar a corrupção porque se seguirmos a mesma linha das questões acima o corrupto vai enjoar de roubar e sobrará dinheiro. Ou então façamos o seguinte: destinemos em toda obra uma alíquota destinada a propina e para quem ocupa cargo público uma margem de roubo, assim ninguém é preso e o país fica com um pouco mais de dinheiro para investir em saúde, educação, segurança, afinal todos os corruptos estarão dentro da lei. E aí, topam?

segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A MAIOR E A MENOR IDADE DO CRIME DE COLARINHO BRANCO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Quando uma pessoa se envolve com a criminalidade ainda com pouca idade, lamentamos muito justamente por causa da pouca idade do criminoso. Nos assustamos como alguém com tão pouca história de vida se envereda pelo crime.

Por sua vez quando uma pessoa na idade da razão e do equilíbrio, de quem se exige sobriedade, honestidade, capacidade de aconselhamento para o bem nas mais diversas questões da vida, desrespeita as leis se tornando um criminoso, igualmente lamentamos, ficamos assustados como alguém que deveria ser exemplo se torna mestre na criminalidade.

Assim têm sido no serviço público brasileiro nas estâncias da União, Estados e Municípios. Pessoas de idade tenras e de idade avançada se apropriando do que pertence ao patrimônio público.

A semana que passou foi um descortinar de nomes envolvidos em desvios de verbas envolvendo agentes não somente da União, mas especialmente de estados e municípios. 

A mim causou estranheza quando o nome do senador Lindbergh Farias foi listado entre os que receberam dinheiro da máquina de propina: Odebrecht. A estranheza foi por dois motivos. 

Primeiro porque esse parlamentar foi um dos "caras pitadas" que liderou os protestos contra o presidente Fernando Collor de Melo que culminou no impeachment do presidente, ficando Lindbergh como exemplo de sobriedade tendo ainda pouca idade. 

Segundo. Porque este senador tem sido uma voz atuante no congresso denunciando os criminosos de outros partidos (mas do seu partido). Lindbergh ainda é um jovem. Se as denúncias são falsas ou verdadeiras a justiça provará, mas só o fato de ter seu nome arrolado entre os malfeitores já causa estranheza.

O país passa por uma crise financeira alarmante e eu credito essa crise à crise de moral liderada por nossos parlamentares e homens que comandam a gestão pública nesse país nas estâncias da União, estados e municípios. A criminalidade é prática de pessoas de pouca e muita idade no serviço público. É uma praga moral.

O primeiro ato de um gestor sério que quer tirar sua esfera de atuação da miséria (União, Estado, Município) deveria ser jogar fora o corrupto, assim o dinheiro renderia mais e, o que faltasse adviria dos movimentos financeiros naturais do mercado.

A Escritura sagrada diz Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta (Provérbios 20.11).

Eliminando o delinquente seja de que idade for haverá estabilidade para governar.

quinta-feira, 8 de dezembro de 2016

O QUE RENAN DISSE E O QUE RENAN QUIS DIZER

“É com humildade que o Senado Federal recebe e aplaude a patriótica decisão do Supremo Tribunal Federal. A confiança na Justiça brasileira e na separação dos Poderes continua inabalada”, disse o senador, em nota.

O texto acima foi o que Renan disse em nota.


O texto abaixo é o realmente quis dizer


Aqui quem manda é nóis maaaano!!

SEM PENA NEM DÓ

Normalmente não sinto prazer na desgraça alheia. Faço esforço tremendo para não me refestelar na desgraça até mesmo daquele que se fez meu inimigo. Costume não ter inimigos.  Mas nesses dias, confesso, um mal me fez, se não sentir felicidade, pelo menos alegria desmesurada.

A criminalidade cresce assustadoramente em todo país. Os crimes são cometidos desde o mais baixo até o mais alto escalão. Ou seja, por quem comandada e por quem é comandado. Nenhum governo encara com seriedade o problema da criminalidade crescente. Tomam medidas paliativas. Basta ver que o bandido (do alto escalão e do baixo também) é muito bem armado e a polícia carrega umas arminhas que comparadas às do bandido parecem de brinquedo.

Porém, as autoridades se encastelam em suas mansões guardados por seguranças pagos com o suado dinheiro do povo, além das particulares que eles com o gordo salário e benefícios que recebem pagam e ficam "quase" a salvos, a população se recolhe em seu sentimento de medo e põe tampa de panela nas portas como alarme para ladrão.

O mal que me fez alegrar foi o roubo do carro do prefeito de uma importante capital de meu país. Ela linda, banhada pelo oceano Atlântico convida a turistas do estrangeiro e do próprio país a banhar-se em suas águas sempre mornas e iluminar-se em seu sol sempre aceso. Além da hospitalidade do seu povo.

A polícia tão ineficiente para achar os perdidos da população (ineficiente não por causa dela mesma, mas pelo descaso  com que é tratada pelas autoridades) recuperou em menos de vinte e quatro horas o precioso bem do prefeito.

Apesar do veículo ter sido achado minha alegria não diminuiu. Saber que um político sofreu pelo menos uma vez do mal que a população sofre todos os dias e que eles insistem em ignorar faz a alma mais pia desse mundo cometer uma anti-virtude de vez em quando.

Arrisco dizer que os ladrões fizeram apenas um ensaio ou eram amadores e, que, talvez voltem. Se ocupando deles, talvez deixem a população em paz.



terça-feira, 6 de dezembro de 2016

CRÔNICAS DO PODER

Ainda bem que não precisamos invadir o Congresso nem a Câmara para tirar de lá seus presidentes. Aqueles que fizeram pouco caso do protesto da população. O STF se encarregou disso. Mas o fez depois de sete anos que Renan já deveria estar condenado ou nem ter assumido a presidência. Na minha opinião o fez apenas para medir forças com aquele que queria calar a magistratura. Seja porque caso tenha sido o Renan levou um tiro de estilingue e quem sabe o machucado o impossibilite para atuar nas surdinas.

Um petista assumirá pelo menos temporariamente a cadeira de Renan. O problema é que esse petista também é procurado da justiça. 

Quero propor algo interessante. Que tal nas próximas eleições todos, todos não, porque tem os que não concordarão, votarmos em branco? Queria mesmo é que não votássemos, mas como preciso ficar dentro da lei, convido apenas para votarmos em branco ou nulo.

Não tem um que elevado às cadeiras da presidência tenha moral para isso?

segunda-feira, 5 de dezembro de 2016

SOBRE AS MANIFESTAÇÕES EM REPÚDIO AO SOLAPAMENTO DO PROJETO ANTICORRUPÇÃO

Milhares de vozes vociferando: Bandido! Corrupto! Abaixo! Político ladrão! E os presidentes do Congresso e da Câmara com toda calma de um mundo de paz, harmonia e tranquilidade apenas dizem: as manifestações são um direito do povo.

O que eles querem então? Que o povo invada as casas legislativas e os leve à guilhotina. Acho que a paciência está nos encaminhando para isso.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2016

EU E MEUS ÓCULOS AGORA SOMOS UM

Eu e os meus óculos em pouco tempo, em poucos anos passamos a ser a mesma coisa.

Gastei minha vista tentando observar bem a vida. Tentando entender o máximo que pude. Coisa normal. Tudo que é usado se desgasta. A gente só precisa fazer ajustes pra voltar a ver melhor pra entender melhor.

Ontem me aconteceu algo não esperado comigo e meus óculos.

Fui convidado a fazer um discurso de agradecimento. Havia preparado o texto pensando no que eu havia visto ser feito. E tudo o que eu vi o vi de óculos já que eu e eles somos um.

Aí quando aguardava chamarem meu nome para subir na plataforma e discursar uma das pernas dos meus óculos quebrou. Preocupação. Pedi ajuda. Um tentou. Outro chega pra ajudar. Nada funcionou. O parafuso que prende a haste é muito pequeno nem com unha de mulher foi possível fixar.

Não teve jeito. Mas não podia “dar pra trás”. Fui. Preciso dos óculos para falar. Preciso ver para falar. Sem óculos realmente não consigo falar. Isso é normal. Sou uma testemunha dos fatos. Testemunha precisa ver para poder testemunhar. Se não ela não é testemunha.

Avisei para o público que havia acabado de acontecer um sinistro com meus óculos e que se eles vissem meus óculos meio atravessado no meu rosto não me tivessem por desajustado, relaxado apenas é que sem óculos não consigo falar. O espetáculo de um óculos atravessado na cara não é muito bonito. Ajeitava para ficar melhor, mas logo ficava torto de novo. Fui até ao fim.


Ainda bem que antes de os óculos quebrarem eu tinha visto suficientemente bem para falar e tudo dei certo.

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

PACOTE ANTICORRUPÇÃO VIRA MONSTRO NA MÃO DOS DEPUTADOS

O pacote anticorrupção que deveria ser uma criança linda virou um monstro de tão desfigurado que foi. Mas eu não critico os parlamentares da Câmara dos Deputados, se eu tivesse más intenções eu nunca que votaria leis que iriam me fazer mofar numa cadeia. Claro que eu iria calar a boca dos magistrados e assegurar que depois que eu tivesse esvaziado as burras ficaria livre gozando das leis que ajudei a não fazer.

O problema é que mandamos um pacote de lei anticorrupção onde a lei é muito pouco bem-vinda.


Não nos assombremos com isso, amigos!.

A FESTA

Último dia da festa. Era o aniversário de 148 anos de minha cidade. Um bolo para o aniversariante ali posto na praça. A fala das autoridades religiosas e civis. Alguns artistas declarando versos e palavras em homenagem ao aniversariante e, por fim, a queima dos fogos. Um espetáculo pirotécnico de luz e barulho.

Eu comecei admirando o espetáculo dos fogos, mas tive minha atenção desviada para outro fato. Enquanto os fogos estouravam uma revoada de pequenos pássaros se iniciou. Voando assustados de uma carnaúba para outra os pássaros sofriam aquele momento. Ficaram assim por cerca de cinco minutos que foi o tempo que durou o show ensurdecedor para eles.

Pobres pássaros. Dizia eu comigo mesmo. Acho que na língua deles deram graças a Deus quando os fogos se aquietaram. Depois voltaram para seus poleiros com os coraçõezinhos ainda pululando na pequena caixa torácica.

No outro dia voltei a praça pra ler. Sentei no banco. Abri o livro. O banco estava sujo de coco de passarinho. Passei a mão, mas estava seco, sentei e comecei minha gostosa leitura. Lia despreocupadamente quando senti algo caindo sobre mim.

Caiu em minha cabeça. Depois na página do livro. Em seguida em minha mão e, pior, caiu na minha bermuda branca lavada a custo da minha alergia a água sanitária. Aí foi o fim da pecada. Tudo aconteceu no ritmo dos fogos que assustaram os pássaros no dia da festa.

Fiquei pensando que foi uma retaliação dos pássaros pela noite mal dormida que eles tiveram pelos estouros dos fogos que eu e os demais habitantes do município submetemos os bichinhos.

Mas considerando que pássaros são bichinhos fofos acho que eles estavam mesmo era me agradecendo por ter me sensibilizado com eles quando voavam assustados na noite da festa.


Fiquei na dúvida. Você acha o que?