segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

A MAIOR E A MENOR IDADE DO CRIME DE COLARINHO BRANCO NOS SERVIÇOS PÚBLICOS

Quando uma pessoa se envolve com a criminalidade ainda com pouca idade, lamentamos muito justamente por causa da pouca idade do criminoso. Nos assustamos como alguém com tão pouca história de vida se envereda pelo crime.

Por sua vez quando uma pessoa na idade da razão e do equilíbrio, de quem se exige sobriedade, honestidade, capacidade de aconselhamento para o bem nas mais diversas questões da vida, desrespeita as leis se tornando um criminoso, igualmente lamentamos, ficamos assustados como alguém que deveria ser exemplo se torna mestre na criminalidade.

Assim têm sido no serviço público brasileiro nas estâncias da União, Estados e Municípios. Pessoas de idade tenras e de idade avançada se apropriando do que pertence ao patrimônio público.

A semana que passou foi um descortinar de nomes envolvidos em desvios de verbas envolvendo agentes não somente da União, mas especialmente de estados e municípios. 

A mim causou estranheza quando o nome do senador Lindbergh Farias foi listado entre os que receberam dinheiro da máquina de propina: Odebrecht. A estranheza foi por dois motivos. 

Primeiro porque esse parlamentar foi um dos "caras pitadas" que liderou os protestos contra o presidente Fernando Collor de Melo que culminou no impeachment do presidente, ficando Lindbergh como exemplo de sobriedade tendo ainda pouca idade. 

Segundo. Porque este senador tem sido uma voz atuante no congresso denunciando os criminosos de outros partidos (mas do seu partido). Lindbergh ainda é um jovem. Se as denúncias são falsas ou verdadeiras a justiça provará, mas só o fato de ter seu nome arrolado entre os malfeitores já causa estranheza.

O país passa por uma crise financeira alarmante e eu credito essa crise à crise de moral liderada por nossos parlamentares e homens que comandam a gestão pública nesse país nas estâncias da União, estados e municípios. A criminalidade é prática de pessoas de pouca e muita idade no serviço público. É uma praga moral.

O primeiro ato de um gestor sério que quer tirar sua esfera de atuação da miséria (União, Estado, Município) deveria ser jogar fora o corrupto, assim o dinheiro renderia mais e, o que faltasse adviria dos movimentos financeiros naturais do mercado.

A Escritura sagrada diz Até a criança se dará a conhecer pelas suas ações, se a sua obra é pura e reta (Provérbios 20.11).

Eliminando o delinquente seja de que idade for haverá estabilidade para governar.

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