sexta-feira, 1 de setembro de 2017

Sua religião, não te permite o quê?




ADEUS MEDO DA VELHICE


Por algum tempo eu ficava me imaginando mais velho e batia um medo tremendo. Olhava para o meu pai e admirava seus cabelos brancos e pele enrugada e me encantava com seu saber colhido nos jardins da vida, mas apesar disso me batia um medo. Meu pai era do tipo que se o víssemos de dez em dez anos diríamos: ___ seu Luiz Flor, o senhor parece que está guardado no formol. Mas mesmo assim batia um medo.

Verdade que com a velhice vem a sabedoria, mas pensava, será que não dá pra ficar um pouco mais sábio novo não? Dá. Eu sei. Mas o passar dos anos depura o saber e o transforma em sabedoria. É justamente na velhice que precisamos muito mais de sabedoria para encurtar os caminhos já que a força vai se definhando.

Mas de uns tempos pra cá, que os cabelos brancos ficaram mais visíveis que comecei a perder o medo da velhice. Será que porque é inevitável? Talvez. Mas porque vejo todos os dias notícias dando conta de que acharam coisas de centenas de anos e dedicam toda atenção destinando equipes para estudos, museus para guardar estas relíquias, páginas de jornal importante tratando dos achados, seguros caríssimos para evitar danos a esses achados, que Perdi o medo da velhice.


Bem vindos cabelos brancos.

Imagem legal











Poesia visual

Se algum desconhecido te oferecer flores:
eu mato!

UNIVERSAL E PARTICULAR

Você tem sido a
A Soma
A multiplicação
De todas as mulheres
Do mundo
Emoldurada em
Uma só forma
Pra mim.

Simples assim… 

quinta-feira, 31 de agosto de 2017

EU ANDEI DE TREM

Eu andei de trem.  Barulhento sobre os trilhos com gente conversando num trem que ia dançando. Passava de estação em estação balançando e admirando os passantes que ficando distantes iam para seus afazeres embalados no coração pelo balanço do trem. Cheguei a Estação da Primavera… O trem sobre os trilhos balançando seguia apitando, avisando: cuidado com a vida! Estamos chegando trazendo vidas. Abrace uma ou muitas. Alegria! o trem dançando parecia dizer com seu apito rouco. Passava de estação em estação e sempre parava na estação da Primavera… A vida não é só de flores, mas na vida tem muitas flores o trem parecia dizer com seu barulho louco, pesado, nem tão rápido nem tão lento. O trem dançando passava de estação em estação chegava à estação da vida trazendo alegria.

Que saudade eu sinto do trem meu Deus!...

Supernova

Queria um amasso
Dentro de um abraço
Sem espaço para fugir
Até me diluir

E como água
Tomar a forma
Da tua forma

Perder as forças
De reagir e como
Um fraco sucumbir

E como um louco
Um alquimista insano
Transformar dois corpos
Em um único e mesmo plano

Acho que isso é paixão
Aquele desejo de querer
Se perder e perder o chão

Uma explosão
Uma supernova
Abrasão faiscando

Produzindo combustão.

quarta-feira, 30 de agosto de 2017

Poesia Visual.




PARA MEIO ENTENDEDOR
MEIA PALAVRA BASTA.

INDIGNAÇÃO

Em quem confiar
Nesse antro apocalíptico
Nesse cancro político?

Homens de roupa fina
Que encobre a baixa estima
Que de todo os domina

De ânsia sovina
Querem tudo só pra si
Como aves de rapina

A cobiça é deles
O melhor atributo
Por ela matam e morrem
Sem medo abrupto

De tão corruptos escorrem
Como lama nas praças
Nas ruas
Nas casas

Nas Câmaras
No Congresso
São pútridos abscessos

Meu Deus em quem confiar
Nesse cancro político
Nesse estado apocalíptico?

Deformação



Você me tornou assim
Tão vil
Que me vendo até
Por um sorriso teu
Mas ao mesmo tempo
Me fez tão nobre
Que só quero andar
Em tua companhia…

terça-feira, 29 de agosto de 2017

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

EU APOIO AS PRIVATIZAÇÕES



O governo brasileiro está falando em cinquenta e sete privatizações. Privatizar é pegar aquilo que não deu certo na mão do governo e entregar a um bom preço a empresas privadas para fazer um bom serviço e gerar lucros e atender ao público. O governo não consegue fazer isso. Falarei dos motivos logo mais.

Antes vou logo afirmando em alto e bom som para quem quiser ouvir que sou favorável às privatizações e não venha discutir comigo, ora bolas! Se o Estado é meu vendo a parte que me cabe. Você que fique com a sua.

Mas para não passar a impressão de que sou mal educado vou dar algumas razões porque sou favorável que se venda o que não deu certo na mão do governo.

Primeiro. Empresa estatal é poleiro para político empregar seus comparsas e familiares;
Segundo. A roubalheira todo no Brasil não ocorreu nas empresas privadas, mas nas empresas públicas. Pior é que os ladrões do patrimônio público não são punidos e ainda pagam advogados com o dinheiro que desviaram;

Terceiro. 95% do funcionalismo público enrola mais do que trabalha. Enfia vento (seria gases?) no cordão o dia todo. Experimente necessitar de um serviço público pra você ter uma ideia do dissabor que é. Se o horário de início de expediente é às oito horas da manhã, o tal chega as oito e dez, vagueia um pouco aqui e ali, toma um café e pelas nove horas da manhã começa o atendimento numa lentidão de aborrecer até tartaruga e o bicho preguiça. O horário de saída é às dezessete horas, mas as dezesseis e meia o produtivo funcionário já está baixando as portas;

Quarto. As leis que regem a relação de trabalho no setor público são leis para favorecer reis em marajás. Depois de certo tempo de trabalho o sujeito fica “indemitível” mesmo que seja um ocioso.
Quinto (continuação do ponto quatro). Há cidades do interior (acho que todas) em que na sexta-feira o funcionalismo só trabalha até uma hora da tarde sendo que o cidadão brasileiro trabalhador comum trabalha o dia inteiro para fazer valer seu salário. Se de segunda a quinta a coisa já é lenta imagine-se na sexta-feira quando o expediente é limitado. Mais grave é que o sujeito trabalha meio expediente e recebe pelo expediente inteiro.

A cada cinco anos o marajá tem direito a licença remunerada caso queira pleitear. Acho que para descansar de tão dura jornada de trabalho. Por quê? A maioria do trabalhador brasileiro tem trinta dias de férias a cada doze meses trabalhados na iniciativa privada e ao descanso semanal. E sabe o porquê o setor privado age assim? Porque busca a produtividade e o lucro que é o que leva um país para frente, ao progresso;

Sexto. O setor privado busca produtividade e eficiência. Já o setor público o nepotismo impera. Vejam-se quantas famílias ocupam sucessivamente cargos no setor público. Não seria problema o nepotismo se os parentes empregados não tirassem a vaga de pessoas competentes;

Sétima. O funcionalismo vive sempre reclamando do governo e do salário. Nesse caso privatizando tudo ele irá para um setor que mostrando produtividade poderá ganhar salário mais e melhor.
Oitavo. O dinheiro arrecado com as privatizações ajudarão a tampar o buraco da dívida pública de estados e municípios. E como o gasto com pessoal diminuirá, outros setores que devem ficar na mão do Estado terão (quero acreditar que sim) mais atenção.

Essa crônica está muito séria. Então para não fugir ao meu estilo vou contar uma anedota.
Jesus do filme O Auto da Compadecida disse para Maria (também do filme O Auto da Compadecida): “Mamãe se a senhora continuar intervindo assim para todo mundo, o inferno vai se tornar uma repartição pública, existe, mas não funciona”.


Antes que você venha atirar pedra em mim, lembre que não foi eu quem disse, mas Jesus.

sexta-feira, 25 de agosto de 2017

Rio

Rio de janeiro
Rio de você
Rio de março
Rio até de abril
Rio de tudo
às vezes choro
Rio seco
Rio alegre
Rio grande
Rio sem graça
Rio cheio
Rio sem querer
Rio da beleza
Rio da feiura
Rio dos peixes
Rio da poluição

às vezes fico sério…

Matemática

Metade da metade da metade
Não é nada
É metade.
Metade de uma coisa
É a coisa pela metade
E metade de nada
Não é impossível
Apenas não posso vê

Apenas posso imaginar.

CONVERSA DE UM REPÓRTER DA REDE INTERNACIONAL DE NOTÍCIAS CNM COM UM BRASILEIRO



Repórter
E a saúde como vai? Está boa?

Brasileiro
A saúde meu caro repórter adoeceu e
E deitaram a coitada numa maca
No corredor de um hospital hiperlotado.

Repórter
Sobre a segurança o senhor pode dizer algo de bom?

Brasileiro
A segurança estimado repórter enlouqueceu.
Um policial enfrenta um bandido bem armado
Quando ele, coitado, vai com revolverzinho chulé
E um colete que deveria ser à prova de balas.
O revólver é de ferro fodido. Desculpe, fundido.

Brasileiro
Somos roubados o tempo todo:
Na rua, em casa e nas contas.

Repórter
Mas sua cidade está em obras tenho visto. O que o senhor acha disso?

Brasileiro
Sempre em obras. Obram que não acabam mais
E quando acabam têm que serem feitas novamente.
Como o caro repórter pode ver as obras também estão doentes.

Repórter
Da educação o caro amigo não pode se queixar, creio.

Brasileiro
De fato caro repórter não posso reclamar
Se não vão me chamar de louco.
Tenho que ficar de boca amordaçada.
Só os números são bonitos.
É tanto projeto inacabado e siglas inventadas
Que deixa a gente atordoado.

Repórter
O povo está empregado. Faço votos que sim. Afinal, vocês moram na região portuária onde o progresso carrega e descarrega.

Brasileiro
Sim, o povo está empregado.
Empregado em procurar emprego.
E o progresso por aqui corre de nós
E corre veloz.

Repórter
Ouvi que o brasileiro é um povo alegre
Sorridente, divertido, atraente.

Brasileiro
De fato repórter bem informado.
Rimos para não chorar

Repórter
O comércio vai bem?
Sim. Vai. Basta vê pelos preços.

E a coleta de lixo, é regular, eficiente?

Brasileiro
Sim. Eles carregam muito lixo
Mas deixam muito mais debaixo do tapete.

Repórter
Brasileiro é festeiro. Você  vai a festas?

Brasileiro
Sim. Fazem-se boas festas por aqui
Eu vou para algumas.
Afinal sou eu quem pago a conta.
Tem que sobrar um pouquinho pra nós, concorda amigo?

Repórter
E, afinal, as coisas vão bem pra quem mesmo neste país?

Brasileiro
Vai bem para os donos das Capitânias hereditárias.

Repórter
Que m são eles meu amigo?

Brasileiro
É melhor parar por aqui e ficar bem calado.

Não insista!







quinta-feira, 24 de agosto de 2017

A INTIMIDADE DOS MORTOS VIOLADA

Sofro de um grave mal. Confesso. Fico tentado a corrigir toda frase escrita ou falada de modo errado que traz sofreguidão ao nosso belo Português. Pior, é, que ultimamente meu quadro tem evoluído para pior. Agora dei para querer corrigir quem fala com múltiplas intenções. Percebam amigos que minha loucura está se agravando.

O efeito colateral deste mal é que como diz o ditado “quem fala o que quer ouve o que não quer” e, assim corro o risco de ser internado num manicômio como doido do corretor ortográfico. Mas enquanto não me prenderem numa camisa de força vou aprontando das minhas e esperando não ouvir o que não quero.

Porém, meus amigos, nesses últimos dias a tentação tem sido demais pra mim e não tenho conseguido conter minha ânsia depois do que um entrevistado fez com um casal que, talvez em seu leito último (se é que os mortos sabem qualquer coisa do mundo dos vivos) tenha se remexido de vergonha diante de tamanha indiscrição.

O casal era ilustre. Artistas plásticos e poetas. Moraram anos a fio num tradicional bairro de Fortaleza e dali tiravam toda inspiração para suas obras. Quando morreram, diga-se de passagem, em boa velhice, foram agraciados pelos moradores do bairro com uma casa-museu para expor seus objetos e produção artística.

Em entrevista, uma pessoa que talvez fosse o curador da casa-museu disse: ___ num primeiro momento abriremos a parte da frente com as coisas simples e, só depois, abriremos a parte íntima do casal. O repórter riu-se da frase, mas não teve o cuidado de editar o material.


Amigos, julguem se minha loucura tem ou não razão. Deixem a parte íntima dos mortos em paz. Por favor!

EU DETESTO A PALAVRA EMPODERAMENTO

Detesto a palavra empoderamento.

Detesto do mesmo modo que o Diabo detesta a cruz. Que o bandido odeia a lei. Que a barata detesta o chinelo. Que o rato detesta o gato, o veneno e a ratoeira. Que o peixe detesta o anzol e o pescador. Odeio a palavra empoderamento como o político detesta a honestidade. Como preguiçoso detesta o trabalho. Como o pobre odeia a pobreza e o aluno odeia a semana de provas e o professor odeia vê que seu trabalho foi por água a baixo quando corrige as provas.

Odeio a palavra empoderamento como o fiscal público odeia não receber suborno. Como o fotossensível odeia o excesso de luz.  Como o brasileiro odeia pagar imposto. Como o cachorro odeia o gato. Como o nazista odeia todo mundo exceto ele mesmo. Como o faminto odeia a fome. Como o urubu odeia que o boi não morra.  Odeia a palavra empoderamento com a mesma intensidade que Lula odeia o juiz Moro e o falar o “s” do final das palavras. Odeio a palavra empoderamento do mesmo como os políticos odeiam pobres depois que são eleitos. Que a igreja Universal odeia quando não tem demônios em seus cultos.

Odeio a palavra empoderamento como os pastores neopentecostais odeiam que as pessoas não atendam seus apelos desesperados por mais dinheiro. Odeio a palavra empoderamento como o sertanejo universitário odeia não cantar sobre bebida e traição e o funk odeia o bom gosto. Detesto a palavra empoderamento como Cuba odeia os Estados Unidos e a liberdade de pensamento. Odeio a palavra empoderamento do mesmo modo que os políticos odeiam-se entre si (só que isso é mentira). Odeio a palavra empoderamento como o sulista brasileiro odeia o resto do país e quer se separar dele. Como o porco odeia água limpa e a pouca comida.

A palavra empoderamento é chata como novela ruim reprisada e mais chata do que horário eleitoral político, por isso odeio essa palavra. Todo besta fala empoderamento. É a palavra da moda.


Eu odeio e pronto!!!!

quarta-feira, 23 de agosto de 2017

Bismarck, o cara sério e amigo de Cristo.

Jesus nunca buscou audiência barata. Quando uma pessoa se dispunha a segui-lo ele chamava o camarada e o convidava a fazer um cálculo do que significava segui-lo. É somente na feira Gospel que Jesus é oferecido a preço de fim de feira. Um Jesus para cada gosto. E nesse tempo de pirataria não é difícil achar o Jesus que você quer.

Mas com o Bismarck e a igreja que ele faz parte a coisa é bem diferente. Como diz o dito popular “o buraco é mais embaixo”.  Bismarck é aquele sujeito do tipo “faz tudo”, pau pra toda obra. É falante, mas não joga conversa fora. Bismarck é do tipo da Mulher do Fernandinho, lembram, do antigo Zorra Total, quando o Zorra era engraçado? Pois é, ele só fala quando tem certeza.

Bismarck disse outro dia depois de ter visto um entra e sai de crente nas igrejas, que ele, o Bismarck , morre e não deixa a igreja. Bismarck é um cara de fala simples e o que o Bismarck quis dizer é que nunca deixa a Cristo. Mesmo que morra. Deus o ajude que se mantenha assim.

Ora, o Bismarck nos contou sua história de como entrou na igreja. Contou ele. A mulher, que já era crente, o convidava a vir aos cultos. Bismarck atendia. Vinha. Ficava ali calado ouvindo e analisando se a coisa era mesmo como diziam.

Veio uma vez, duas... mas continuava tomando seus tragos e curtindo sua embriagues. E a mulher insistindo que ele largasse aquilo e virasse crente. Ele dizia: calma, mulher... deixa Deus falar comigo. Deixa eu analisar a coisa.

Chegou o grande dia. Bismarck fez sua confissão pública de querer seguir a Jesus. Está numa igreja servindo a Cristo e não gosta de futricas, de entra e sai, de casa e separa. Bismarck sabe que Cristo é sério e se for pra avacalhar é melhor pensar duas vezes.


Muito prazer em ti conhecer Bismarck.

PROFESSORA SOMOS AGREDIDA APÓS CHAMAR ATENÇÃO DE ALUNO EM SANTA CATARINA


Deixo de lado meu estilo caracterizado pelo humor negro quando escrevo crônicas para tratar de assunto que demanda um espírito mais claro. Sem rodeios. Até porque o assunto não merece ser tratado com humor.

Venho denunciar que eu, professor residente na cidade de São Gonçalo do Amarante, Ceará, que dista de Santa Catarina em linha reta 2860 quilômetros me senti agredido violentamente juntamente com a professora de Santa Catarina quando a colega pôs fora de sala um aluno depois de sucessivas tentativas de fazer com que ele se comportasse ordeiramente na sala para o bem de todos e do ensino foi esmurrada diversas vezes covardemente.

O caso de agressão de que fomos vítimas está hoje estampada na revista ISTOÉ INDEPENDENTE e em muitos outros sites da Rede Internacional de Computadores, fato ainda que fez a colega questão de postar em sua conta no Facebook.

O mais lamentável é que não ouvimos nenhuma palavra dos Direitos Humanos, nem dos Conselhos Tutelares, nem muito menos das varas de infância e juventude, e pasmem, nem mesmo dos colegas que conosco se esforçam dia a dia para mostrar o caminho de uma vida melhor aos alunos que estão em nosso poder diariamente. Nenhuma palavra dos sindicatos que dizem nos defender.

Se as entidades de quem  esperávamos saíssem em nossa defesa tiverem se manifestado, certamente o fizeram em tom tão baixo que não fez eco o suficiente para repercutir longe.

Amigos, essa não foi a primeira agressão que sofremos. Outros atos de violência de menores portes, mas como ensaio para atos da grandeza do que aconteceu serviram de ensaio.

Tivesse o caso ocorrido no Japão onde diz a lenda o professor é o único profissional que não precisa se curvar para reverenciar o imperador, lenda que, aliás, deve ter um fundo de verdade, a julgar pela elevada cultura daquele país o menor teria pelo menos sido encaminhado a uma sala de ajustamento para que aprendesse que em herói não se bate. No Japão e em muitos outros países da Europa e da América do norte que já chegaram a altos níveis de civilização.

A moda hoje tocada pela mídia é o da homofobia. Porém, a “professorfobia” tem sido tratada com indiferença pela grande mídia se tornando este fato grave, apenas um ocorrido em que o menino deve ter tido um dia mau.

Meus amigos, no Brasil os heróis não morreram de overdose. Têm morrido na verdade à falta de valorização e respeito. Esse desrespeito é refletido na atitude de alunos que se sentem no direito de transformar a sala de aula num circo e o professor em seu palhaço particular.

Renato Russo antes de morrer fez ecoar a pergunta “Que país é esse”, acredito que vinte anos depois de sua morte ficaria estarrecido se fosse dada resposta a sua pergunta.

Digo que sofri violência porque quando uma professora de uma escola do Vale do Itajaí, em Santa Caterina sofreu na pele essa violência, fui afetado por ser professor como ela.

Se no caso do ator da Rede Globo que assediou sexualmente uma profissional dessa rede de TV. e as mulheres saíram em defesa da profissional por ser mulher com o movimento “mexeu com uma, mexeu com todas” a mesma solidariedade caberia a nossa colega de trabalho de Itajaí, tão longe de São Gonçalo do Amarante, mas por ser eu da mesma profissão me faz um com ela como professor. Não fui eu o agredido fisicamente, mas me senti agredido na pele de minha colega.

A distância nos separa, mas o fazer nos une. Que as autoridades escolares, inclusive acordem para esse desmando e tomem atitudes que respeitem o mestre e o proteja.

LÁ VÊM ELES DE NOVO - JÁ É ELEIÇÃO

Não cuspo no prato que comi
Até porque nem comi.
Cuspo no prato deles
Já que quem comeu foram eles.

Meu prato está vazio há muito tempo
Porque o garçom virou patrão
E ladrão do pão que deveria servir
Deixando o povo bobo
Tecendo sua trama de lamento

O candidato
(Depois de eleito)
Encheu minha piscina de ratos
O candidato
(Tão bonzinho depois de eleito)
Virou padrasto
E pros enteados só o pasto
(De péssima qualidade)

Odeio essa cambada
Robin Hood ao contrário
Com cara deslavada
Rouba do pobre operário
Para dar pra si
Rico salafrário.

Meu povo!
Meu povo!
Eles vieram de novo!
Como polvos
Com pratos nas oito mãos
Para nos aplicar mais uma traição.

Já é eleição!
Já é eleição!


Cuspa no prato que você não comeu.

terça-feira, 22 de agosto de 2017

REDE E CAMA


A velhice se impõe
Sobre nós dispõe
As suas ardilosas
Limitações
Ai a gente que se vire
Revezando entre a rede
E a cama
E se a velhice se impõe
A gente se dispõe e
Marca encontros
Sai da rede e vai pra cama
E ali a gente se ama
A rede nos abraça
A cama nos desnuda
E rimos da velhice
E rimos na velhice...

De Ser mal humorado

Não entendo gente que insiste em ser mal humorada mesmo quando cercada pelos luxos da vida e nas primeiras horas do dia.

Fui à casa de uma amiga em minha cidade para ter uma informação sobre estética facial. Pois é, estou precisando de alguns ajustes e; logo que minha amiga abriu a porta, aliás, de muito luxo e bom gosto, um portão de vidro e desenhado nele flores, pulou em minhas ventas um agradável cheiro de perfume do campo.

Não entrei na casa, fiquei na área, que, diga-se, era outro luxo. Paredes com cores combinando, um bebedouro de água à disposição de quem entrasse com água boa e geladinha, sofás de palhinha com almofadas no assento e no encosto, uma parte do telhado aberta proporcionando a entrada de uma brisa agradável, e ainda, pasmem, um sistema de ar condicionado para a parte fechada. Tudo isso só na entrada da cassa. Nem quis ir mais adiante. Acho que o luxo ali era maior ainda. Luxo e bom gosto.

Os empregados todos bem vestidos e no rosto nenhum suor, cabelos presos e falavam todos cortesmente. O cheiro agradável acalmava deixando em mim uma vontade dominante de não ir mais embora dali.

Sentei no belo sofá disponível ali e o Francisquinho assentou-se a meu lado. Vestido num colete e pose empinada. Querendo parecer amigo passei a mão no ombro do Francisquinho. Ele não gostou e rosnou pra mim. Minha amiga se desculpou pela má educação de Francisquinho. Fingi aceitar as desculpas, mas aquele não merecia que alguém punisse por ele.

Fiz nova tentativa de afagar Franscisquinho e manter uma relação saudável de amigos. De cordialidade. Mas ele mostrou os dentes insatisfeito com minha presença em seu sofá. Eram oito horas da manhã.

Francisquinho tinha a aparência de ser bem alimentado, banhado, cuidado na estética e tratado com carinho. Ainda assim era mal humorado. Não aceitava a menor demonstração de carinho e, repelia qualquer tentativa vigiando de rabo de olho a menor aproximação.


Franscisquinho o cachorro pinscher de minha amiga não estava satisfeito mesmo cercado de tanto luxo e sendo muito bem tratado.  E eu querendo a vida do Francisquinho. Se já sou alegre sem luxo o que seria de mim cercado dos luxos do Francisquinho: um palhaço.

segunda-feira, 21 de agosto de 2017

DESEJO

Para Valdelia Flor


A noite estava nua
Esperando ansiosa que tu te vestiste.
E as estrelas, coitadas, aguardavam
Que teus olhos abrissem para que
Elas brilhassem teu brilho.
A lua. Ah, meu Deus, a lua...
Parada no alto, estática esperando
Teu rebolado para disfarçar que
Fosse tão linda quanto tu.
E eu, gato preto da noite
Vadiando em cima dos muros
Torcendo que desse um vento

E soprasse teus cachos e tua saia.

PEDIDO PÚBLICO DE DESCULPAS EM FUNÇÃO DA PUBLICAÇÃO DA CRÔNICA DE MINHA AUTORIA QUEM PRECISA DE FACULDADE QUE CAUSOU ABALOS EM ALGUNS

Escrevo crônicas diariamente. Escrevo sobre assuntos variados. Quem se mete a escrever e a publicar na Rede Internacional de Computadores, em inglês Internet, se expõe a muitos riscos. A enxurrada de críticas é tão grande que comparada a areia daria para aterrar o oceano Atlântico. Já os elogios cabem todos na palma da mão de um bebê de dois dias de nascido. Acreditem. Fujam disso. Aceitem meu conselho.

Inventei de escrever uma crônica cujo título era QUEM PRECISA DE FACULDADE, recebi um elogio e meio e uma chuvarada de críticas. Digo um elogio e meio porque um dos elogio se limitou a dizer apenas “disse tudo”. Já o meio elogio foi porque conquanto o sujeito concordasse comigo disse que nunca deixaria seu filho ler a minha crônica, poderia abandonar a faculdade.

Dos bilhões de críticas que recebi me recordo de algumas porque continham palavras de baixo calão dirigidas a mim e à minha santa mãezinha. Um disse: “seu fuleragem de quinta categoria, deixe de ser irresponsável!” Não bastasse fuleragem por si só ser um xingamento ruim ainda acrescentou o de quinta categoria.

Outro que leu a minha crônica e viu que eu mencionei Lula disse: “Vagabundo, lave sua boca antes de falar de Lula!” Estranhei porque deveria ter recebido os parabéns porque também elogiei Lula. Mas o sujeito apaixonado pelo barbudo só leu a crítica. Coisa de paixão. Acho que era mulher.

Um torcedor do Internacional quando me viu elogiar Renato Gaúcho, técnico do Grêmio, me mandou pra puta que me pariu. Olhem só. O que que minha mãe tem a vê com que eu escreva crônicas? Coitada. Deve ter se revirado na tumba.

Um professor universitário me chamou de vagabundo e um o reitor dessa mesma universidade escreveu: “Seu sacripantas você está querendo criar pandemônio desnecessário. Achei que ele estava me elogiando até que fui ao dicionário entender as palavras do mestre.

Mas uma crítica em especial prendeu a minha atenção. Depois de ler a minha crônica um sujeito ou sujeita escreveu: seu filho de uma puta! Você quer acabar com nosso ganha pão, não é?! Pelo tom acho que era algum ou alguma coordenadora ou gerente ou dono de curso universitário.

Resolvi responder a este último porque não se mexe em pão dos outros. Mas sou muito displicente. Os assuntos ficam fervilhando na minha cabeça e muitas vezes troco as bolas.

Estava escrevendo uma crônica falando que a banana baixou assustadoramente de preço, e contando que minha mulher comprou quarenta e cinco bananas por apenas três reais e, que, por isso, agora poderia dar banana pra quem quisesse, deixei a crônica assim no começo e salvei na minha área de trabalho. Por esquecimento e pura displicência enviei como resposta para o dono (a), gerente (a), coordenador (a) que me enviou a crítica dizendo que eu estava querendo acabar com o ganha pão dele. Só copiei e colei. Juro por São Longuinho que foi por descuido.


O sujeita (a) deu-se ao trabalho de me respostar com mais desaforos. Acho que ele entendeu que eu estava dando banana pra ele. Espero que ele aceite minhas desculpas.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

QUEM PRECISA DE FACULDADE?

Deve-Se dar às pessoas aquilo que eles merecem. Nas palavras dos antigos dar a César o que é de César. Nesse caso dê-se a Lula o que é de Lula. O genial Lula deixou atrás de si rastros muito bem impressos, não na areia, mas no duro chão do país e da história. Tanto do que é bom como do que é duvidoso.

Devemos a Lula a popularização do ensino universitário em solo brasileiro, embora ele mesmo não tenha querido pisar no chão universitário nem antes nem durante seu governo nem muito menos depois como fez Vicentinho (depois falamos mais dele).

Além do mais Lula se orgulhava de não ter diploma universitário como seu antecessor FHC. Será que era por não ter diploma de uma faculdade que Lula engolia todos os S das palavras como se fosse uma fome tardia por não ter comido do pão das universidades? Será que era por não ter diploma universitário que Lula tinha quando discursava tantos cacoetes, por exemplo, o famoso “num sabe”?

Acho que não. Era para deixar claro que nem todos precisam de faculdade.

Começo a achar que Lula tinha razão de que nem todos precisam de diploma universitário. A julgar pela quantidade de candidatos ao cargo de vereadores, deputados estaduais e federais da última eleição que mostraram em seus discursos que o único livro que leram na vida, se é que leram, fazia muitíssimo tempo, foi recorde.

Qual prefeito se orgulha de ter diploma por uma universidade? Raríssimos. Pelo comportamento dos políticos brasileiros diz-se deles que tenham diploma universitário? Eles precisam mesmo de diploma universitário para fazer o que fazem? E vocês sabem o que é que eles fazem, não é...?

Contratamos para secretários de cargos municipais, administradores públicos, senadores, deputados estaduais e federais e até presidente pessoas que não têm diploma universitário, para quem mesmo o diploma é necessário se estes são postos em funções que mudam nossas vidas e, na maior parte do tempo para pior?

Recentemente se levantou uma questão acerca dos técnicos de futebol brasileiros. Diziam os críticos que eles não se reciclam como os técnicos de futebol dos times da Europa. Gostei muito da resposta que deu a isso Renato gaúcho técnico do campeoníssimo time do Grêmio: “Eu não preciso. Quem quiser que vá lá e faça seu curso, eu continuarei aplicando o que o futebol e a vida me ensinou”. Quem pode dizer que Renato está errado? Seu time (seus times) tem sido campeão e está sempre no topo da tabela.

Começo a pensar que Lula e Renato estão certos. Afinal, não é o resultado que importa?

De professores se exige que tenham graduação, pós-graduação, formação continuada, cursos livres e... para enfrentar uma sala de aula e lhes pagam salário anos luz inferiores ao do vereador, senador, secretário, deputado estadual e federal e mais anos luz ainda do de prefeito e presidente.


Quem mesmo nessa história precisa de faculdade? A resposta está com você.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Convenção do partido PD alguma coisa na minha cidade – SGA

As eleições estão à porta. Em minha cidade até já se realizou a primeira das muitas convenções partidárias dos inúmeros partidos que existe ou existirão daqui para a abertura do preito eleitoral. A convenção realizou-se com muita antecedência o que causou para mim grande estranheza. Foi para a apresentação do candidato a Presidência pelo partido PD alguma coisa.

O digníssimo candidato foi líder em meu estado por mais de duas vezes. Como prefeito da capital e como governador do estado. Não enriqueceu com a política. Vocês entendem não é o que quero dizer com “não enriqueceu com a política”, certo? Não tem papas na língua e os críticos dizem que tem o pavio curto. Que não tem papas na língua concordo plenamente, mas para usar o jeito humilde de minha vizinha Januária falar, da segunda crítica que lhe fazem “disconcordo totalmente”. O problema é que o povo fala o que quer, mas não se aprontam para ouvir o que devem. Ele é tipo tolerância zero, entenderam?

O cavalheiro é dotado de certo charme despojado, o que em minha opinião já o coloca em vantagem, pois os bonitos (ou na pior das situações o charmoso) atrai sobre si certa vantagem, pelo menos com o eleitorado feminino. Sei que isso não será decisivo na hora do eleitor apertar seu número na urna, mas é uma vantagem se aliada a boas propostas de governo.

Pessoalmente estranhei que nenhum outro partido tenha feito convenção em data próxima a do PD alguma coisa e, ou tenha sinalizado alguma data. Estranhei igualmente que a oposição não tenha desferido nenhuma crítica, mas fico aqui pensando que em matéria de política só se tira os podres da manga quando o candidato está em vantagem nas pesquisas ou quando povo está afinando os dedos para apertar os botões da urna eletrônica.

Também acho que o atraso (ou o fato de nenhum outro partido ter sinalizado data fora o PD alguma coisa) de outros partidos não terem feito nem anunciado suas convenções se deva a que a política brasileira está tão acanalhada que falta nome limpo na praça para anunciar, principalmente de candidatos a presidência.


É o que suponho da calmaria que hora vigora. Espero que eu não esteja enganado. Afinal, o eleitor brasileiro vive sendo enganado.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DOUTOR TERROR vs. MAGISTRATUTA BRASILEIRA vs. MINHA FLATULÊNCIA

A gente já nem dá mais atenção às manchetes dos telejornais quando dizem que o Doutor Terror está agora novamente solto, gozando do luxo de sua mansão e trafegando de carro de luxo nas ruas de seu estado. O Doutor Terror a que me refiro é aquele médico que abusou sexualmente de 60 de suas pacientes enquanto a maioria destas estava sob algum efeito sedativo.

Acho que os juízes de direito de tanto estudar passam a querer mostrar que sabem um mais que o outro e passam a desfazer a sentença dada por um colega. Porque o Doutor Terror já foi solto e preso umas cinco ou mais vezes por determinação de juízes diferentes numa demonstração de quem sabe mais ou de quem pode mais. É que acho. 

Essa história de prende e solta o Doutor Terror por parte dos juízes brasileiros que discordam o tempo todo entre si fez me lembrar de uma crise de flatulência que venho sofrendo há dias. Sempre que penso em soltar meus gases tenho que abortar a operação porque tem alguém presente e quando posso soltar porque não há ninguém por perto meu organismo não contribui e não permite que os gases se vão para a camada atmosférica onde se concentram os gases da natureza.

Sou do tipo geração saúde, por isso corro a pé e pedalo, por vezes enquanto corria ou pedalava procurava um lugar solitário para soltar meus gases, achava, certa feita soltei-os com tanta ânsia e ao mesmo tempo prazer, já que muitas vezes sou impedido de fazer, que achei que de longe pessoas deviam ter ouvido o ruído do som depois dessa vez andava então olhando para as pessoas para vê se elas não estavam me chamando de... por ato tão repugnante, embora saudável.
                                    

Longe de mim comparar a magistratura brasileira a uma crise de pum (flatulência), mas o caso do Doutor Terror com os juízes brasileiros me fez lembrar desse momento dificultoso de minha vida. Acho que para não acontecer mais isso, não vou mais vê televisão quando esta noticiar alguma coisa sobre a decisão dos juízes brasileiros acerca do Doutor Terror.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PROCESSO SELETIVO EM MINHA CIDADE - SGA

Foi meu sonho durante um tempo considerável da minha vida trabalhar no RH de uma empresa. Orei a Deus que me concedeu essa graça, mas para me manter ali paguei uns trocados meio caros. Mas consegui enfim.

Comecei organizando cartões de ponto, depois passei a calcular os adicionais noturnos e as horas extras, passei a preencher e a calcular a guia de pagamento da Previdência, até que um pouco mais experiente passei a fazer a folha de pagamento, e o fazia escrevendo na máquina de calcular ao mesmo tempo em que calculava os descontos e proventos do funcionário para montar a folha. Tudo manualmente. Ganhei respeito e passei a admitir e demitir pessoal. Fazia a até entrevistas.

Eu sentia tanto orgulho de trabalhar no RH da empresa que não ousava sequer dizer que trabalhava no RH e dizia que trabalhava no Departamento de Pessoal da empresa. O departamento de pessoal é uma extensão do RH. Quando via uma pessoa de RH na minha frente eu sonhava ter aquele porte que eles demonstravam de quem sabe das coisas. O refinamento era inegável típico das salas refrigeradas que ocupavam.

Mas eu estou perdendo meu fascínio por esse departamento tão importante numa empresa e vou lhes dizer o motivo.

Neuza, minha vizinha, me contou que no distrito vizinho ao nosso uma grande rede de supermercado está se instalando.  Melhor dizendo, um grande supermercado de uma grande rede que já tem outros grandes supermercados espalhados em nosso município está contratando homens e mulheres para várias funções, especialmente mulheres para a função de operador de caixa.

Jandira que é amiga de Neuza foi informada, sem perder tempo correu pra lá. Se arrumou modestamente, enfrentou uma grande fila, conseguiu uma senha para atendimento que a fazia voltar no dia seguinte tal era o número com que tinha sido contemplada.

Chegou o dia de ser atendida. Jandira se arrumou novamente, tirou os brincos extravagantes de que gosta e que combina mais com sua personalidade, mas que o entrevistador podia não gostar, vestiu uma calça jeans modesta e uma blusa que cobria as tatuagens, uma rasteirinha e uma maquiagem discreta sem aquele batom vermelhão porque achava que o entrevistador podia não gostar. Lá se vai Jandira. Outra mulher. Muito diferente daquela do dia a dia.

Sabendo que seria entrevistada, Jandira imaginou algumas perguntas que fariam a ela e formulou algumas respostas possíveis para as possíveis perguntas. Todo esforço era porque precisava demais daquela vaga.

Na antessala um painel que indicava o número e não o nome de quem devia entrar para ser entrevistado. O nome de Jandira era 190. Saiu um, depois outro, Jandira observou que saiam um tanto pálidos, mas imaginou que fosse do ar refrigerado que resfriava a sala do pessoal do RH para que eles mantivessem a pose e lhes desse mais conforto.

A sala se abre, o 190 é chamada. Senta-se e a bateria de perguntas se inicia.

Entrevistadora: Bom dia. Seu nome é?
Jandira: Jandira.
Jandira: Bom dia. E seu nome é qual?
Entrevistadora: Me chame de entrevistadora. Precisamos manter a impessoalidade.
Jandira: Então a senhora deveria me chamar de entrevistada, não?
Entrevistadora: Não. Aqui eu sou a superior.

Mas prossigamos...

Entrevistadora: Jandira como você se imagina em nossa empresa daqui a cinco anos?
Jandira: A senhora entrevistadora então está afirmando que já estou contratada?
Entrevistadora: Não disse isso.
Jandira: Então como posso me imaginar na empresa daqui a cinco anos se nem entrei ainda?
Entrevistadora: Jandira o que você pretende em nossa empresa?
Jandira. Trabalhar. Preciso me sustentar, a meus filhos e ajudar meu marido nessa dura empreitada. Não é o mesmo com a senhora, entrevistadora?
Entrevistadora: Jandira se você pudesse ser um animal, que animal gostaria de ser?
Jandira: Não me imagino um animal, vim aqui para trabalhar como gente e para gente.

A entrevista terminou e Jandira depois de dois dias recebeu um telefonema dizendo que não havia preenchido os requisitos para a vaga. Agradeceram e disseram que numa próxima vez a chamariam.

Eu fiquei pensando que Jandira não foi contratada porque a vaga era para animais ou para pessoas que estivessem dispostas a se tornarem animais, no mínimo jumentos.

Foi por isso que deixei minha admiração pelo RH.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Socialites

Esses dias estive pensando sobre apelidos. Aí por curiosidade pesquisei sobre o assunto na net. A gente não vive mais sem ela. E você sabe não é? Na net tem tudo. Se for verdade ou mentira é outra história. Bom. Um site me informou que esse negócio de reconhecer as pessoas com nome e sobrenome é coisa nova. Antes, as pessoas, especialmente as ricas, eram conhecidas por apelidos. Aí os reis eram os mais castigados nessa parte.

James II é um dos mais odiados reis da Inglaterra. Como queria derrubar o parlamento ficou conhecido como “James, The Shit”. Traduzindo “James, O Merda”. Edward I era conhecido como “Edward Longshanks”. Em Português “Eduardo, O Canela Longa”. A Inglaterra era cruel quando não gostava de uma pessoa e lhes dava apelidos horrendos. Luís V, rei da França ficou conhecido como Luís, O Preguiçoso, isso por causa de sua falta de iniciativa.

Diferentemente dos países da Europa que eram cruéis quando davam apelidos para os que não gostavam, os brasileiros fazem exceção. Para os ricos, mesmo os que têm comportamentos nocivos, dão apelidos pomposos. Por exemplo, a gente sabe muito bem que os políticos brasileiros são muito corruptos e mesmo assim são apelidados de “Vossa Excelência”. O sujeito que não estudou, nunca riscou uma letra num vestibular ou faculdade mas porque tem dinheiro é apelidado de “Doutor”. A moça que posa nua para uma revista masculina famosa é apelidada de “artista”. E se for profissional do sexo, mas sair com pessoas que pagam bem o apelido é de ”Garota de programa”.

Para os pobres ou não conhecidos na mídia a coisa é muito diferente. É corrupto, mas não é político é bandido, ladrão, salafrário. Se a moça sai com um e com outro e ganha uns trocadinho é puta, rapariga, piranha e vadia se expõe fotos peladas na net, já que não vai para as revistas masculinas da vida. Com os que têm dinheiro e nunca estudaram, a coisa é diferente, porque dinheiro compra título e respeito (nem importa a origem do dinheiro) ainda assim são “doutores”.

Meus amigos eu fui surpreendido com um apelido intrigante. Socialite. O que é isso?  é a mulher de um ricaço, prefeito ou governador que por falta de ter o que fazer, resolve não fazer nada, mas faz nada de forma tão convincente que sua inutilidade é digna de destaque em jornais locais e em revistas bem conceituadas e sérias.


Se fosse pobre seria desocupada, vagabunda, do lar e por aí vai.

sábado, 12 de agosto de 2017

Agradecido, mas indignado Crônica para os dias dos pais

Eita, mundão sem pai esse!
Sabe o que andam dizendo por aí? Mãe é só uma, pai é qualquer um. Que conversa torta é essa?!Eu sou pai e não sou qualquer um! Ou melhor, nós pais não somos qualquer um. Nos pais exigimos respeito. Que fique isso bem claro.

Agora pasmem minha gente. Numa tentativa de apagar a nossa importância como pais inventaram o bebê de proveta, inseminação artificial, banco de sêmen, produção independente e coisa que o valha; claro que há casos em que essas invenções são bem vindas, mas para apagar nossa importância não. Never, nunca!

Um mundo sem pai é um mundo bastardo. Aleijado, desamparado sem ter rumo para onde atinar.

Saindo um pouco do mundo dos homens e indo para o mundo de Deus, pergunto: se Eva é a mãe de todos os seres viventes, Adão é o que? O pai, obvio. Jesus quando quis apresentar Deus para o mundo apresentou-o como Pai. Ainda vão continuar com essa sandice de que pai é qualquer um?

Fico cá com os meus pensamentos pensando que quando o povo lê o relato bíblico na parte em que fala como foi o nascimento de Jesus só prestam atenção na parte que diz respeito à mãe. O que o anjo disse para ela, a situação desconfortável dela dando a luz seu primeiro filho numa estrebaria, e não veem que do lado da mãe tinha um pai sofrendo junto, desejando que seu filho nascesse com saúde ao mesmo tempo em que se preocupava com a esposa.

O povo não lê que foi o pai que Deus acordou de madrugada dizendo para arrumar as malas e fugir para o Egito rápido afim de que o menino não fosse morto. Esquecem que ele teve que ficar longos anos longe de sua terra natal longe da família trabalhando para sustentar todos. Deixam de ler que foi a intuição do pai (porque dizem que intuição é só de mulher) que voltando para Israel sentiu que não devia ir para a cidade onde reinava o filho do assassino Herodes e, com sua intuição Deus concordou e o mandou para outra cidade e assim Jesus mais uma vez foi salvo da morte antes do tempo.

Vão ainda continuar com essa ladainha de que pai é qualquer um?! Ora, tenham santa paciência.

Esses dias meus amigos, para cozinhar ainda mais minha santa paciência, ouviu um cantor famoso cantando assim: Pai/Você é meu herói/Meu bandido.

Espero nunca cruzar com esse cidadão porque se não ele não vai ouvir poucas e boas. Vai ouvir muitas e excelentes verdades bem na lata. Onde já se viu isso, chamar pai de bandido! Pai é sempre herói e deve ser honrado pelos filhos, pelo comércio (que no dia das mães faz uma zoada absurda), pelas mães que acham que elas são tudo e pela alta sociedade mundial.

Por Deus, nós os pais já somos honrados desde muito tempo.


Mas se algum homem com filho não se comporta como pai, chamem ele e deem-lhe uma sova das boas pra ele se ajeitar. Não. Uma sova não. Aí já demais. Chamem ele e numa boa conversa ponham os pingos nos is.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Poesia Visual






SE NÃO ME DEREM EU ROUBO, MATO E.... (A SAGA POLÍTICA)

Ando um tanto desencantado com o mundo da política. Melhor dizendo, ando desencantado com os políticos brasileiros. Claro, que se pensarmos no mundo político como um bolo cortado em fatias, uma pequena sobra representa os bons políticos.

O problema com a política e os políticos brasileiros é que a parte ruim do bolo é a que faz o barco Brasil a fundar ou, para não fugir da figura do bolo cortado em fatias, o bolo em sua maior fração estragar.

Mas se tem algo que eu possa reconhecer dos políticos brasileiros em que eles são muito bons, e, antes que você diga que é roubar, tenha calma, político brasileiro sou rouba quando não pode criar uma lei que os beneficie totalmente, eles são extremamente capazes de transformar as situações ruins num céu de brigadeiro, para eles, é claro.

Ora vejam se não tenho razão. 2017 está no meio (exatamente quando escrevo essa crônica) e o ano de 2018 é ano eleitoral, então a parte ruim do bolo já está preparando o palanque com uma catapulta poderosa para serem (eles) alçados a distâncias inimagináveis e cair em terreno fértil (para eles, é claro).


Meus amigos o Brasil está em crise, eles afirmam isso, mas desafirmam quando aprovam 3,1 bilhão para suas campanhas políticas. Não seria hora de economizar? Acho os políticos brasileiros parecidos com aqueles pedintes que entram no ônibus e dizem assim para os passageiros: eu poderia está matando, roubando e me prostituindo, mas prefiro pedir. Ou seja, caso os passageiros não deem o que querem, eles vão matar, roubar e se prostituir. Quem, os pedintes ou os políticos? Os dois.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Presidente ameaça soltar o Leão

Hoje, quarta-feira, nove de agosto do ano da graça de nosso Senhor Jesus Cristo de 2017, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Brasil pregou uma peça de mau gosto nos pobres brasileiros seus súditos e o fez em rede nacional de rádio e televisão.

O Chefe do Supremo Poder ameaçou aumentar as alíquotas do imposto de renda sobre os salários minguados dos trabalhadores brasileiros. Considerando que o símbolo do imposto de renda é o leão, o que o Chefe fez, em outras palavras, foi dizer que soltaria o leão pra comer até os ossos dos raquíticos brasileiros que ainda mantém a duras penas seus empregos.

Dizem que quando vai envelhecendo, a pessoa se torna mais dócil, carinhosa, compreensível; Isso parece ser verdade com as pessoas comuns, mas com quem está no poder nesses o efeito é contrário pelos anos de práticas abusivas ao longo do mandato.

O mais interessante é que usando a mesma rede nacional de rádio e televisão o Mandatário Maior da Pátria desdisse a notícia e pediu aplausos aos que o ouviam no salão em que fazia o discurso.


Na surdina o GodFather brasileiro mandou espalhar a notícia que o assusto se fará verdadeiro de outra maneira.

Uma crônica tão curta quanto a duração do emprego do brasileiro

Quando foi obrigada a deixar o governo (obrigada sim, pois doutra maneira não largaria o osso), a Presidenta mantinha cativos 11.000.000 de brasileiros no desemprego. O atual Presidente já conseguiu a façanha de manter o número da Presidenta e ainda aumentou em 3.000.000 o número de cativos desesperançados, chegando a catorze milhões ou quatorze milhões. A gente fica tão confuso que já nem sabe qual grafia aplicar, se catorze ou quatorze. Ora, se eram tão iguais assim, porque não continuaram juntos?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

E tome banana!

Entrei num Supermercado da minha cidade e vi que a banana que estava beirando os cinco reais o quilo (o que era muito caro), havia baixado de preço para dois reais e dezenove centavos (o que ainda estava caro). A baixa do preço, claro, encheu meus olhos e a boca de vontade de comer banana que é tão boa para o coração, os ossos...

Conquanto o preço tenha baixado, a banana era grande de casca grossa e o fruto era um pouco esponjado, pouco doce e tinha um nome meio afrescalhado (acho que para dá pinta de ser de fora).

Na mesma semana fiz outra ida ao Supermercado e vi que o preço baixo não havia animado os clientes (talvez porque não gostaram de comer esponja envolta em casca de banana), pois ainda havia quase a mesma quantidade de banana na gôndola de uns dias atrás (da minha primeira visita).

Mas havia um detalhe a se considerar. As bananas estavam amadurecidas demais, com aparência de que estavam evoluindo para apodrecer, porém, o preço se mantinha em dois reais e dezenove centavos.

Não sou economista, mas tive a opinião formada pelas feiras livres de bairro tão frequentadas em meus tempos de criança, fiquei pensando, porque o dono ou o gerente do Supermercado não faziam uma promoção. Os clientes ficariam satisfeitos e ele não teria prejuízo, se é que Super tenha algum prejuízo. Então pensei que os Supermercados não fazem promoções, mesmo que o produto esteja apodrecendo, justamente porque é Super e Super não baixa a crista nem a pancadas.


Acho que o dono do Supermercado andou tendo notícias de que onde ando é observando as situações para escrever; no dia seguinte fui ao mesmo Supermercado e ali estavam as bananas podres a preço de um real, todas dentro de uma caixa, pena que porcos não vão ao Supermercado e se fossem não saberiam ler.