sexta-feira, 28 de julho de 2017

Vamos Liberar

É proibido proibir. Não sei se foi Caetano Veloso e a turma dos Novos baianos quem disse ou se foi Caetano Veloso e a turma Tropicália. A minha ignorância pode facilmente ser resolvida com uma consulta àquele que se tornou pra nós modernos a maior e melhor ferramenta de aprendizagem. O Sr. Google. Filho da mãe internet.
Seja por quem tenha sido dita essa frase, ela foi pronunciada nos duros tempos da Ditadura Militar brasileira. Não é o caso de dizer que tudo na ditadura tenha sido ruim. O excesso de regras e a eterna vigilância a tudo tornou o sistema insuportável. Até nem se pode dizer que a corrupção era marca registrada da ditadura. Todos os governos brasileiros sempre foram corruptos. A ditadura não fugiu à regra.
Mas deixemos de falar de ladroagem e voltemos para a questão da frase do início.
Abusando do direito da liberdade que a ditadura nos tolheu, pessoas cunharam outra frase marcante, ou apenas uma versão contemporânea da primeira: vamos Liberar.
As mulheres foram as primeiras a responder ao grito. Em praça pública tiraram seus sutiãs e os queimaram. Fizeram isso, disseram elas, por se sentirem aprisionadas, não reconhecidas, marginalizadas, inferiorizadas, usadas, enganadas, agredidas pelos homens.
Compreendendo que só isso não bastaria tiraram agora a blusa, o short, a calcinha e ainda em praça pública mostraram suas partes íntimas não depiladas para gritar pela liberação.
Outros gritos de vamos liberar se seguiram ao das mulheres peladas.
Dessa vez aqueles que não queriam sofrer nenhum dano material ou sofrer perda social gritaram por liberdade para adulterarem. O grito destes foi ouvido e o adultério deixou de ser crime. Agora nenhum adúltero podia ser penalizado. Assim muitos passaram a exibir seus haréns permitidos pela lei.
A brincadeira foi se avolumando e gritos mais perigosos foram dados.

Agora querem a liberação das drogas para uso recreativo. Uma recreação antes da morte.

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