sexta-feira, 18 de agosto de 2017

QUEM PRECISA DE FACULDADE?

Deve-Se dar às pessoas aquilo que eles merecem. Nas palavras dos antigos dar a César o que é de César. Nesse caso dê-se a Lula o que é de Lula. O genial Lula deixou atrás de si rastros muito bem impressos, não na areia, mas no duro chão do país e da história. Tanto do que é bom como do que é duvidoso.

Devemos a Lula a popularização do ensino universitário em solo brasileiro, embora ele mesmo não tenha querido pisar no chão universitário nem antes nem durante seu governo nem muito menos depois como fez Vicentinho (depois falamos mais dele).

Além do mais Lula se orgulhava de não ter diploma universitário como seu antecessor FHC. Será que era por não ter diploma de uma faculdade que Lula engolia todos os S das palavras como se fosse uma fome tardia por não ter comido do pão das universidades? Será que era por não ter diploma universitário que Lula tinha quando discursava tantos cacoetes, por exemplo, o famoso “num sabe”?

Acho que não. Era para deixar claro que nem todos precisam de faculdade.

Começo a achar que Lula tinha razão de que nem todos precisam de diploma universitário. A julgar pela quantidade de candidatos ao cargo de vereadores, deputados estaduais e federais da última eleição que mostraram em seus discursos que o único livro que leram na vida, se é que leram, fazia muitíssimo tempo, foi recorde.

Qual prefeito se orgulha de ter diploma por uma universidade? Raríssimos. Pelo comportamento dos políticos brasileiros diz-se deles que tenham diploma universitário? Eles precisam mesmo de diploma universitário para fazer o que fazem? E vocês sabem o que é que eles fazem, não é...?

Contratamos para secretários de cargos municipais, administradores públicos, senadores, deputados estaduais e federais e até presidente pessoas que não têm diploma universitário, para quem mesmo o diploma é necessário se estes são postos em funções que mudam nossas vidas e, na maior parte do tempo para pior?

Recentemente se levantou uma questão acerca dos técnicos de futebol brasileiros. Diziam os críticos que eles não se reciclam como os técnicos de futebol dos times da Europa. Gostei muito da resposta que deu a isso Renato gaúcho técnico do campeoníssimo time do Grêmio: “Eu não preciso. Quem quiser que vá lá e faça seu curso, eu continuarei aplicando o que o futebol e a vida me ensinou”. Quem pode dizer que Renato está errado? Seu time (seus times) tem sido campeão e está sempre no topo da tabela.

Começo a pensar que Lula e Renato estão certos. Afinal, não é o resultado que importa?

De professores se exige que tenham graduação, pós-graduação, formação continuada, cursos livres e... para enfrentar uma sala de aula e lhes pagam salário anos luz inferiores ao do vereador, senador, secretário, deputado estadual e federal e mais anos luz ainda do de prefeito e presidente.


Quem mesmo nessa história precisa de faculdade? A resposta está com você.

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

A Convenção do partido PD alguma coisa na minha cidade – SGA

As eleições estão à porta. Em minha cidade até já se realizou a primeira das muitas convenções partidárias dos inúmeros partidos que existe ou existirão daqui para a abertura do preito eleitoral. A convenção realizou-se com muita antecedência o que causou para mim grande estranheza. Foi para a apresentação do candidato a Presidência pelo partido PD alguma coisa.

O digníssimo candidato foi líder em meu estado por mais de duas vezes. Como prefeito da capital e como governador do estado. Não enriqueceu com a política. Vocês entendem não é o que quero dizer com “não enriqueceu com a política”, certo? Não tem papas na língua e os críticos dizem que tem o pavio curto. Que não tem papas na língua concordo plenamente, mas para usar o jeito humilde de minha vizinha Januária falar, da segunda crítica que lhe fazem “disconcordo totalmente”. O problema é que o povo fala o que quer, mas não se aprontam para ouvir o que devem. Ele é tipo tolerância zero, entenderam?

O cavalheiro é dotado de certo charme despojado, o que em minha opinião já o coloca em vantagem, pois os bonitos (ou na pior das situações o charmoso) atrai sobre si certa vantagem, pelo menos com o eleitorado feminino. Sei que isso não será decisivo na hora do eleitor apertar seu número na urna, mas é uma vantagem se aliada a boas propostas de governo.

Pessoalmente estranhei que nenhum outro partido tenha feito convenção em data próxima a do PD alguma coisa e, ou tenha sinalizado alguma data. Estranhei igualmente que a oposição não tenha desferido nenhuma crítica, mas fico aqui pensando que em matéria de política só se tira os podres da manga quando o candidato está em vantagem nas pesquisas ou quando povo está afinando os dedos para apertar os botões da urna eletrônica.

Também acho que o atraso (ou o fato de nenhum outro partido ter sinalizado data fora o PD alguma coisa) de outros partidos não terem feito nem anunciado suas convenções se deva a que a política brasileira está tão acanalhada que falta nome limpo na praça para anunciar, principalmente de candidatos a presidência.


É o que suponho da calmaria que hora vigora. Espero que eu não esteja enganado. Afinal, o eleitor brasileiro vive sendo enganado.

quarta-feira, 16 de agosto de 2017

DOUTOR TERROR vs. MAGISTRATUTA BRASILEIRA vs. MINHA FLATULÊNCIA

A gente já nem dá mais atenção às manchetes dos telejornais quando dizem que o Doutor Terror está agora novamente solto, gozando do luxo de sua mansão e trafegando de carro de luxo nas ruas de seu estado. O Doutor Terror a que me refiro é aquele médico que abusou sexualmente de 60 de suas pacientes enquanto a maioria destas estava sob algum efeito sedativo.

Acho que os juízes de direito de tanto estudar passam a querer mostrar que sabem um mais que o outro e passam a desfazer a sentença dada por um colega. Porque o Doutor Terror já foi solto e preso umas cinco ou mais vezes por determinação de juízes diferentes numa demonstração de quem sabe mais ou de quem pode mais. É que acho. 

Essa história de prende e solta o Doutor Terror por parte dos juízes brasileiros que discordam o tempo todo entre si fez me lembrar de uma crise de flatulência que venho sofrendo há dias. Sempre que penso em soltar meus gases tenho que abortar a operação porque tem alguém presente e quando posso soltar porque não há ninguém por perto meu organismo não contribui e não permite que os gases se vão para a camada atmosférica onde se concentram os gases da natureza.

Sou do tipo geração saúde, por isso corro a pé e pedalo, por vezes enquanto corria ou pedalava procurava um lugar solitário para soltar meus gases, achava, certa feita soltei-os com tanta ânsia e ao mesmo tempo prazer, já que muitas vezes sou impedido de fazer, que achei que de longe pessoas deviam ter ouvido o ruído do som depois dessa vez andava então olhando para as pessoas para vê se elas não estavam me chamando de... por ato tão repugnante, embora saudável.
                                    

Longe de mim comparar a magistratura brasileira a uma crise de pum (flatulência), mas o caso do Doutor Terror com os juízes brasileiros me fez lembrar desse momento dificultoso de minha vida. Acho que para não acontecer mais isso, não vou mais vê televisão quando esta noticiar alguma coisa sobre a decisão dos juízes brasileiros acerca do Doutor Terror.

terça-feira, 15 de agosto de 2017

PROCESSO SELETIVO EM MINHA CIDADE - SGA

Foi meu sonho durante um tempo considerável da minha vida trabalhar no RH de uma empresa. Orei a Deus que me concedeu essa graça, mas para me manter ali paguei uns trocados meio caros. Mas consegui enfim.

Comecei organizando cartões de ponto, depois passei a calcular os adicionais noturnos e as horas extras, passei a preencher e a calcular a guia de pagamento da Previdência, até que um pouco mais experiente passei a fazer a folha de pagamento, e o fazia escrevendo na máquina de calcular ao mesmo tempo em que calculava os descontos e proventos do funcionário para montar a folha. Tudo manualmente. Ganhei respeito e passei a admitir e demitir pessoal. Fazia a até entrevistas.

Eu sentia tanto orgulho de trabalhar no RH da empresa que não ousava sequer dizer que trabalhava no RH e dizia que trabalhava no Departamento de Pessoal da empresa. O departamento de pessoal é uma extensão do RH. Quando via uma pessoa de RH na minha frente eu sonhava ter aquele porte que eles demonstravam de quem sabe das coisas. O refinamento era inegável típico das salas refrigeradas que ocupavam.

Mas eu estou perdendo meu fascínio por esse departamento tão importante numa empresa e vou lhes dizer o motivo.

Neuza, minha vizinha, me contou que no distrito vizinho ao nosso uma grande rede de supermercado está se instalando.  Melhor dizendo, um grande supermercado de uma grande rede que já tem outros grandes supermercados espalhados em nosso município está contratando homens e mulheres para várias funções, especialmente mulheres para a função de operador de caixa.

Jandira que é amiga de Neuza foi informada, sem perder tempo correu pra lá. Se arrumou modestamente, enfrentou uma grande fila, conseguiu uma senha para atendimento que a fazia voltar no dia seguinte tal era o número com que tinha sido contemplada.

Chegou o dia de ser atendida. Jandira se arrumou novamente, tirou os brincos extravagantes de que gosta e que combina mais com sua personalidade, mas que o entrevistador podia não gostar, vestiu uma calça jeans modesta e uma blusa que cobria as tatuagens, uma rasteirinha e uma maquiagem discreta sem aquele batom vermelhão porque achava que o entrevistador podia não gostar. Lá se vai Jandira. Outra mulher. Muito diferente daquela do dia a dia.

Sabendo que seria entrevistada, Jandira imaginou algumas perguntas que fariam a ela e formulou algumas respostas possíveis para as possíveis perguntas. Todo esforço era porque precisava demais daquela vaga.

Na antessala um painel que indicava o número e não o nome de quem devia entrar para ser entrevistado. O nome de Jandira era 190. Saiu um, depois outro, Jandira observou que saiam um tanto pálidos, mas imaginou que fosse do ar refrigerado que resfriava a sala do pessoal do RH para que eles mantivessem a pose e lhes desse mais conforto.

A sala se abre, o 190 é chamada. Senta-se e a bateria de perguntas se inicia.

Entrevistadora: Bom dia. Seu nome é?
Jandira: Jandira.
Jandira: Bom dia. E seu nome é qual?
Entrevistadora: Me chame de entrevistadora. Precisamos manter a impessoalidade.
Jandira: Então a senhora deveria me chamar de entrevistada, não?
Entrevistadora: Não. Aqui eu sou a superior.

Mas prossigamos...

Entrevistadora: Jandira como você se imagina em nossa empresa daqui a cinco anos?
Jandira: A senhora entrevistadora então está afirmando que já estou contratada?
Entrevistadora: Não disse isso.
Jandira: Então como posso me imaginar na empresa daqui a cinco anos se nem entrei ainda?
Entrevistadora: Jandira o que você pretende em nossa empresa?
Jandira. Trabalhar. Preciso me sustentar, a meus filhos e ajudar meu marido nessa dura empreitada. Não é o mesmo com a senhora, entrevistadora?
Entrevistadora: Jandira se você pudesse ser um animal, que animal gostaria de ser?
Jandira: Não me imagino um animal, vim aqui para trabalhar como gente e para gente.

A entrevista terminou e Jandira depois de dois dias recebeu um telefonema dizendo que não havia preenchido os requisitos para a vaga. Agradeceram e disseram que numa próxima vez a chamariam.

Eu fiquei pensando que Jandira não foi contratada porque a vaga era para animais ou para pessoas que estivessem dispostas a se tornarem animais, no mínimo jumentos.

Foi por isso que deixei minha admiração pelo RH.



segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Socialites

Esses dias estive pensando sobre apelidos. Aí por curiosidade pesquisei sobre o assunto na net. A gente não vive mais sem ela. E você sabe não é? Na net tem tudo. Se for verdade ou mentira é outra história. Bom. Um site me informou que esse negócio de reconhecer as pessoas com nome e sobrenome é coisa nova. Antes, as pessoas, especialmente as ricas, eram conhecidas por apelidos. Aí os reis eram os mais castigados nessa parte.

James II é um dos mais odiados reis da Inglaterra. Como queria derrubar o parlamento ficou conhecido como “James, The Shit”. Traduzindo “James, O Merda”. Edward I era conhecido como “Edward Longshanks”. Em Português “Eduardo, O Canela Longa”. A Inglaterra era cruel quando não gostava de uma pessoa e lhes dava apelidos horrendos. Luís V, rei da França ficou conhecido como Luís, O Preguiçoso, isso por causa de sua falta de iniciativa.

Diferentemente dos países da Europa que eram cruéis quando davam apelidos para os que não gostavam, os brasileiros fazem exceção. Para os ricos, mesmo os que têm comportamentos nocivos, dão apelidos pomposos. Por exemplo, a gente sabe muito bem que os políticos brasileiros são muito corruptos e mesmo assim são apelidados de “Vossa Excelência”. O sujeito que não estudou, nunca riscou uma letra num vestibular ou faculdade mas porque tem dinheiro é apelidado de “Doutor”. A moça que posa nua para uma revista masculina famosa é apelidada de “artista”. E se for profissional do sexo, mas sair com pessoas que pagam bem o apelido é de ”Garota de programa”.

Para os pobres ou não conhecidos na mídia a coisa é muito diferente. É corrupto, mas não é político é bandido, ladrão, salafrário. Se a moça sai com um e com outro e ganha uns trocadinho é puta, rapariga, piranha e vadia se expõe fotos peladas na net, já que não vai para as revistas masculinas da vida. Com os que têm dinheiro e nunca estudaram, a coisa é diferente, porque dinheiro compra título e respeito (nem importa a origem do dinheiro) ainda assim são “doutores”.

Meus amigos eu fui surpreendido com um apelido intrigante. Socialite. O que é isso?  é a mulher de um ricaço, prefeito ou governador que por falta de ter o que fazer, resolve não fazer nada, mas faz nada de forma tão convincente que sua inutilidade é digna de destaque em jornais locais e em revistas bem conceituadas e sérias.


Se fosse pobre seria desocupada, vagabunda, do lar e por aí vai.

sábado, 12 de agosto de 2017

Agradecido, mas indignado Crônica para os dias dos pais

Eita, mundão sem pai esse!
Sabe o que andam dizendo por aí? Mãe é só uma, pai é qualquer um. Que conversa torta é essa?!Eu sou pai e não sou qualquer um! Ou melhor, nós pais não somos qualquer um. Nos pais exigimos respeito. Que fique isso bem claro.

Agora pasmem minha gente. Numa tentativa de apagar a nossa importância como pais inventaram o bebê de proveta, inseminação artificial, banco de sêmen, produção independente e coisa que o valha; claro que há casos em que essas invenções são bem vindas, mas para apagar nossa importância não. Never, nunca!

Um mundo sem pai é um mundo bastardo. Aleijado, desamparado sem ter rumo para onde atinar.

Saindo um pouco do mundo dos homens e indo para o mundo de Deus, pergunto: se Eva é a mãe de todos os seres viventes, Adão é o que? O pai, obvio. Jesus quando quis apresentar Deus para o mundo apresentou-o como Pai. Ainda vão continuar com essa sandice de que pai é qualquer um?

Fico cá com os meus pensamentos pensando que quando o povo lê o relato bíblico na parte em que fala como foi o nascimento de Jesus só prestam atenção na parte que diz respeito à mãe. O que o anjo disse para ela, a situação desconfortável dela dando a luz seu primeiro filho numa estrebaria, e não veem que do lado da mãe tinha um pai sofrendo junto, desejando que seu filho nascesse com saúde ao mesmo tempo em que se preocupava com a esposa.

O povo não lê que foi o pai que Deus acordou de madrugada dizendo para arrumar as malas e fugir para o Egito rápido afim de que o menino não fosse morto. Esquecem que ele teve que ficar longos anos longe de sua terra natal longe da família trabalhando para sustentar todos. Deixam de ler que foi a intuição do pai (porque dizem que intuição é só de mulher) que voltando para Israel sentiu que não devia ir para a cidade onde reinava o filho do assassino Herodes e, com sua intuição Deus concordou e o mandou para outra cidade e assim Jesus mais uma vez foi salvo da morte antes do tempo.

Vão ainda continuar com essa ladainha de que pai é qualquer um?! Ora, tenham santa paciência.

Esses dias meus amigos, para cozinhar ainda mais minha santa paciência, ouviu um cantor famoso cantando assim: Pai/Você é meu herói/Meu bandido.

Espero nunca cruzar com esse cidadão porque se não ele não vai ouvir poucas e boas. Vai ouvir muitas e excelentes verdades bem na lata. Onde já se viu isso, chamar pai de bandido! Pai é sempre herói e deve ser honrado pelos filhos, pelo comércio (que no dia das mães faz uma zoada absurda), pelas mães que acham que elas são tudo e pela alta sociedade mundial.

Por Deus, nós os pais já somos honrados desde muito tempo.


Mas se algum homem com filho não se comporta como pai, chamem ele e deem-lhe uma sova das boas pra ele se ajeitar. Não. Uma sova não. Aí já demais. Chamem ele e numa boa conversa ponham os pingos nos is.

sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Poesia Visual






SE NÃO ME DEREM EU ROUBO, MATO E.... (A SAGA POLÍTICA)

Ando um tanto desencantado com o mundo da política. Melhor dizendo, ando desencantado com os políticos brasileiros. Claro, que se pensarmos no mundo político como um bolo cortado em fatias, uma pequena sobra representa os bons políticos.

O problema com a política e os políticos brasileiros é que a parte ruim do bolo é a que faz o barco Brasil a fundar ou, para não fugir da figura do bolo cortado em fatias, o bolo em sua maior fração estragar.

Mas se tem algo que eu possa reconhecer dos políticos brasileiros em que eles são muito bons, e, antes que você diga que é roubar, tenha calma, político brasileiro sou rouba quando não pode criar uma lei que os beneficie totalmente, eles são extremamente capazes de transformar as situações ruins num céu de brigadeiro, para eles, é claro.

Ora vejam se não tenho razão. 2017 está no meio (exatamente quando escrevo essa crônica) e o ano de 2018 é ano eleitoral, então a parte ruim do bolo já está preparando o palanque com uma catapulta poderosa para serem (eles) alçados a distâncias inimagináveis e cair em terreno fértil (para eles, é claro).


Meus amigos o Brasil está em crise, eles afirmam isso, mas desafirmam quando aprovam 3,1 bilhão para suas campanhas políticas. Não seria hora de economizar? Acho os políticos brasileiros parecidos com aqueles pedintes que entram no ônibus e dizem assim para os passageiros: eu poderia está matando, roubando e me prostituindo, mas prefiro pedir. Ou seja, caso os passageiros não deem o que querem, eles vão matar, roubar e se prostituir. Quem, os pedintes ou os políticos? Os dois.

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

Presidente ameaça soltar o Leão

Hoje, quarta-feira, nove de agosto do ano da graça de nosso Senhor Jesus Cristo de 2017, o Excelentíssimo Senhor Presidente da República do Brasil pregou uma peça de mau gosto nos pobres brasileiros seus súditos e o fez em rede nacional de rádio e televisão.

O Chefe do Supremo Poder ameaçou aumentar as alíquotas do imposto de renda sobre os salários minguados dos trabalhadores brasileiros. Considerando que o símbolo do imposto de renda é o leão, o que o Chefe fez, em outras palavras, foi dizer que soltaria o leão pra comer até os ossos dos raquíticos brasileiros que ainda mantém a duras penas seus empregos.

Dizem que quando vai envelhecendo, a pessoa se torna mais dócil, carinhosa, compreensível; Isso parece ser verdade com as pessoas comuns, mas com quem está no poder nesses o efeito é contrário pelos anos de práticas abusivas ao longo do mandato.

O mais interessante é que usando a mesma rede nacional de rádio e televisão o Mandatário Maior da Pátria desdisse a notícia e pediu aplausos aos que o ouviam no salão em que fazia o discurso.


Na surdina o GodFather brasileiro mandou espalhar a notícia que o assusto se fará verdadeiro de outra maneira.

Uma crônica tão curta quanto a duração do emprego do brasileiro

Quando foi obrigada a deixar o governo (obrigada sim, pois doutra maneira não largaria o osso), a Presidenta mantinha cativos 11.000.000 de brasileiros no desemprego. O atual Presidente já conseguiu a façanha de manter o número da Presidenta e ainda aumentou em 3.000.000 o número de cativos desesperançados, chegando a catorze milhões ou quatorze milhões. A gente fica tão confuso que já nem sabe qual grafia aplicar, se catorze ou quatorze. Ora, se eram tão iguais assim, porque não continuaram juntos?

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

E tome banana!

Entrei num Supermercado da minha cidade e vi que a banana que estava beirando os cinco reais o quilo (o que era muito caro), havia baixado de preço para dois reais e dezenove centavos (o que ainda estava caro). A baixa do preço, claro, encheu meus olhos e a boca de vontade de comer banana que é tão boa para o coração, os ossos...

Conquanto o preço tenha baixado, a banana era grande de casca grossa e o fruto era um pouco esponjado, pouco doce e tinha um nome meio afrescalhado (acho que para dá pinta de ser de fora).

Na mesma semana fiz outra ida ao Supermercado e vi que o preço baixo não havia animado os clientes (talvez porque não gostaram de comer esponja envolta em casca de banana), pois ainda havia quase a mesma quantidade de banana na gôndola de uns dias atrás (da minha primeira visita).

Mas havia um detalhe a se considerar. As bananas estavam amadurecidas demais, com aparência de que estavam evoluindo para apodrecer, porém, o preço se mantinha em dois reais e dezenove centavos.

Não sou economista, mas tive a opinião formada pelas feiras livres de bairro tão frequentadas em meus tempos de criança, fiquei pensando, porque o dono ou o gerente do Supermercado não faziam uma promoção. Os clientes ficariam satisfeitos e ele não teria prejuízo, se é que Super tenha algum prejuízo. Então pensei que os Supermercados não fazem promoções, mesmo que o produto esteja apodrecendo, justamente porque é Super e Super não baixa a crista nem a pancadas.


Acho que o dono do Supermercado andou tendo notícias de que onde ando é observando as situações para escrever; no dia seguinte fui ao mesmo Supermercado e ali estavam as bananas podres a preço de um real, todas dentro de uma caixa, pena que porcos não vão ao Supermercado e se fossem não saberiam ler.

terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não é voz do além

A gente que se mete a escrever crônicas vive ouvindo vozes. O espiritualista diria que são os guias falando com a pessoa. O evangélico daria outra explicação. É Deus falando, ou um anjo, ou o Diabo. Nada disso amigos. São apenas as vozes das ideias que nascem do que vemos no dia a dia. Mas a gradeço a Deus por ter boas ideias e boa visão. Não se trata de nenhuma voz do além.

Permita-me compartilhar algo interessante que me levou a escrever essa crônica.

Hoje sai para digitar minhas crônicas como faço diariamente, crônicas que, aliás, escrevi no fim de semana (fim se semana de quem escreve é viver escrevendo mesmo no descanso). Estou sem computador em casa, então fui me valer dos telecentros de minha cidade. Trata-se de um espaço reservado pela prefeitura para acesso a internet para que o aluno (ou a pessoa que escreve) use os computadores.

O serviço não é de graça. Eu pago por ele através dos pesados impostos que descontam de meu salário e das compras que faço e na conta de água e luz e do ar que respiro. O governo toma da gente mais dinheiro do que o que dá. Ficaria satisfeito se o governo cobrasse impostos, mas devolvesse em bons serviços.

Viram só minha gente, como cronista é? Comecei falando que fui digitar umas crônicas minhas e acabei dizendo umas verdades sobre o governo.  Não quero encher sua paciência. Vamos direto para o assunto!

Nesse dia escrevi uma crônica que teve como mote a seguinte frase: o povo brasileiro é considerado um povo sorridente porque seu país é uma comédia e, quero dizer que  essa frase veio de uma voz que ouvi. Enquanto escrevia uma outra voz falou comigo e me mandou escrever sobre o arquivamento do processo que provava que o presidente da república era criminoso, mas uma galera entorno dele jurava que ele era inocente.

A comédia da decisão de arquivar o processo contra os crimes do presidente foi de tal monta que o povo disse assim: é melhor rir para não chorar.

Saí do telecentro em que eu digitava minhas crônicas e fui ao supermercado. Comprei umas bananas, umas cinco laranjas e fui para a fila pagar levando um saco de dinheiro para pagar um pouquinho de vitamina C e cálcio. Atrás de mim na fila estava uma mulher tão aperreada  quanto eu porque por estar na fila, e afirmo, fila é coisa do demo. Por trás de mim gritou o nome de uma amiga que estava no caixa pagando suas compras.

Luana! E falou algo baixinho no ouvido da Luana. A Luana sem falar com ninguém pôs a amiga na frente de todo mundo tomando meu direito de ser atendido primeiro já que eu estava na frente dela. 

Eu fiquei observando a postura das Damas e pensando comigo mesmo: nesse país é melhor rir pra não chorar. Aí entendi porque o brasileiro é considerado um povo risonho e descontraído.

Saindo do caixa uma voz me mandou falar sobre as bananas caras e podres que o supermercado estava vendendo e não baixava o preço mesmo assim.


Mas essa será uma próxima crônica. Por agora acho que você está me achando um lunático.

Não havia lugar

Nem muito menos houve quem cedesse seu lugar para uma senhora grávida de nove meses a ponto de dar a luz seu primeiro filho. Estranhamente os bichos, que dizem serem brutos cederam seus lugares à senhora em questão.

O jornal da época não noticiou o fato, mas a história se divulgou de boca a boca: a humanidade embrutecida e os bichos humanizados.

Tempos depois um historiador espetacular registrou a história dando conta de que uma pequena fração da humanidade ainda tinha coração. Incrivelmente eram cuidadores de rebanho, pastores, que durante a noite pastoravam seus bichos. Tiveram de maneira sobrenatural a notícia de que o menino-salvador havia nascido e estava com sua mãe e pai numa estrebaria, lá foram e verificaram, era verdadeira a história dos anjos. Será que essa pequena fração da humanidade se humanizou com os bichos e rendeu glória a seu Deus-salvador?


Penso que a primeira lição do historiador-evangelista sobre esse caso ao registrá-lo era dar a notícia de que o salvador havia vindo ao mundo, a segunda intenção era a de que ele estava vindo para salvar um mundo embrutecido.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A crônica mais curta da República Federativa Democrática do Brasil

O Presidente da República do Brasil foi acusado de uma porção de crimes e incentivo ao crime. Tudo foi filmado, testemunhado, documentado e provado, mas os defensores do Presidente eram muitos, muito mais do que seus acusadores, então o processo foi arquivado e aos acusadores foi dito que calassem a boca; o Presidente podia então continuar com suas atividades.

A Matemática

Sempre que tenho notícias da morte de uma pessoa, seja ela pública ou anônima, faço as contas para saber com quantos anos aquela pessoas morreu ou por quantos anos viveu, embora calcular o que se considera por vida seja algo extremamente complicado.

Estava lendo uma antologia das crônicas de Rubem Braga quando vi na contracapa a informação de que Braga brilhou para o mundo em 1913 e que partiu desse deixando-o um pouco mais triste em 1990. Digo que deixou um pouco mais triste porque suas obras ficaram para proporcionar alegria na ausência de seu criador. O melhor seria que Braga tivesse ficado para semente, pelo menos o Braga cronista.

Para desopilar do prazer da leitura, porque o prazer também cansa, fui vê televisão. Num programa humorístico soube que D. Pedro morreu aos 35 anos. Refiro-me ao primeiro. Já mais sorte teve o II. Mas se a novela da Rede Globo e a história estiverem certos, que o I era um mulherengo de carteirinha, as mulheres devem ter minado suas forças.

Pelo que me lembro das aulas de história na escola, os Pedro se não fizeram muito bem ao Brasil, pelo menos, mal não fizeram. Nesse caso lamento a partida tão precoce do Pedro I como lamento a partida do Braga.


Entretanto, quero fazer uma confissão. Quando se trata de seres desprezíveis, também faço as contas de quanto tempo aqueles viveram. Mas o faço não para lastimar a perda (que nesse caso não é perda). Até acho que você pode até discordar de mim, mas sente o mesmo alívio que eu. Somos iguais de alguma forma.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

O Ateu

Ateu é indivíduo diferente. Para não dizer estranho. Declara só acreditar no que vê, mas acredita que Deus não existe. Sem tê-lo visto. Penso. Se o ateu só acredita naquilo que vê, decorre daí que não exista ateu cego, pois nesse caso teria que depender dos depoimentos de outros para balizar a vida. Presumo também que o ateu seja um ser onipresente, pois para acreditar no menor dos depoimentos teria que ter estado em todos os locais onde os fatos ocorreram para se assegurar das certezas das situações. Além do mais, acho que ateu é um ser extremamente tátil. Já que ele só consegue acreditar não só naquilo que vê, mas também naquilo que pode tocar. Nesse caso não existe ateu amputado. Porque precisa do tato para perceber o mundo. O ateu é um indivíduo muito ocupado. Ele se dedica integralmente a provar que Deus não existe a despeito de até o dia de hoje não ter conseguido.


Mas nesse mundão de meu Deus cabe todo tipo de indivíduo. No seu céu eu acho que não.

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Poesia Visual




A velha escola

Eu admiro a Velha escola. Quando me refiro a velha escola quero dizer um modo de fazer e pensar algo. Mas também o que fez parte do passado. As pessoas acham que aquilo que é velho está ultrapassado e não presta mais. Isso não é verdade.

Ora, vejam só. Quando eu era menino (e isso já fazem uns trita e sete anos) o menino já entrava na escola sabendo ler, escrever e fazer as operações básicas de matemática. Não estão mais aqui meus pais, mas se estivessem não me deixariam mentir.  O método de ensino era muito simples, porém, eficiente.

Um irmão nosso, mais adiantado nos estudos, cortava um papel quadradinho, furava no centro e ia passando o papel com o furo sobre as letras do alfabeto no antigo ABCdário. Repetia a atividade uma, duas vezes por dia durante a semana, isso depois de ter dito o nome das letras pra nós. Em seguida fazia o mesmo, mas dessa vez formando sílabas.

Me lembro ainda da primeira palavra que li: FOR- TA – LE – ZA. Lia essa palavra por causa da grande quantidade de carros que trafegavam em minha rua. Daí foi fácil para ler textos maiores. Quanto às operações de matemáticas nossos pais nos obrigavam a decorar (memorizar) a tabuada. A antiga e abandonada tabuada.


As Velhas famílias entregavam para a Velha escola meninos sabidos. Depois disso a Nova escola disse para a Velha escola e para as Velhas famílias que isso é imposição e, que parece ser fruto da ditadura, por isso, esse método deve ser banido para nunca mais voltar. Aí deixaram as pequenas plantas ao Deus-dará.

Obrigado amigos

As estatísticas da Blogger, onde meu blog está hospedado dão conta de um grande número de pessoas lendo meus textos (crônicas). Sendo só me resta dizer:




OBRIGADO MEUS AMIGOS.

A Modernidade, o casamento convencional e o casamento gay

A modernidade promete sempre mais do que o que pode dar. Mal comparado é como o bicho
que come além da conta, vomita e volta para comer o que jogou fora para aproveitar os
nutrientes.

O casamento convencional tem sido considerado pela modernidade como o mais inútil e falido
projeto para formação de famílias e união entre duas pessoas.

A propósito, já que a crônica é minha, afirmo que o casamento convencional não é apenas uma
invenção humana, mas trata-se de uma criação divina.

Incentivado pelo clima estabelecido pela modernidade, não faltam anedotas satirizando o
casamento convencional. Feliz é o padre que casa casa e fica sempre solteiro. Um amigo meu
cronista, escreveu que seus amigos estavam desaparecendo, no clímax do fechamento da
crônica depreendíamos que ele relatasse que o desaparecimento se devesse a morte de seus
amigos, genialmente disse estarem eles desaparecendo por que casaram.

O mundo dos artistas, sempre afeito às modernidades, vive num casa e separa afoito. Sempre
que enjoam do brinquedinho se apegam a outro. Os anônimos querem fazer a mesma coisa,
só que...

A Mídia também muito ávida pela modernidade noticia sempre casos de união desajustadas
como isso fosse a parte maior do bolo.

Aí as ideias eclodem como eclodem as serpentinhas estourando a casca dos ovos postos por
suas mães, as serpentes. Amizade colorida, swing, produção independente, separação de corpos
(com uma escapadinha para unir os corpos de vez em quando), amigamento, relação aberta...

A lei faz o seu papel e torna legal o que é casual para assegurar a partição de bens e não deixar
a coisa tão frouxa.

Porém, a solução, o modelo perfeito é o casamento gay. A televisão, as revistas, as sociedades
de pensadores e intelectuais, as sociedades as mais diversas, escritores, políticos à caça de votos
e principalmente a Mídia afirmam: o casamento gay é a solução. Aqui reside a perfeição.

Não há brigas. Não há separações, nem muito menos separações traumáticas, não há traição,
os gênios são adequados um pro outro, pelo menos é como a Mídia, a mãe da modernidade tem
mostrado a nova invenção.

Já já a modernidade arranja uma fórmula nova.

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

O Culto Pentecostal

O culto já corria por um quarto de hora. Liturgia vibrante. O teclado que não se calava um só minuto acompanhando a fala dos que vinham à frente da igreja trazer algum aviso ou palavra de incentivo aos demais ou mesmo cantar porque neste culto os cantores eram as estrelas.

Cantava-se muito, principalmente as mulheres. Ecoava a todo instante gritos de glória a Deus e aleluia que se seguiam a outros tão lancinantes que chegava a assustar o presente desavisado. 

O pastor e pregador da noite com voz em tom muito alto acompanhado pelo teclado incansável anuncia: o Diabo tirou a irmã Lene do culto. Ela passou mal e foi levada ao hospital.

E seguiram-se gritos de Glória a Deus e Aleluia ao aviso de ausência da irmã.

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Poesia Visual


Vida de Gado

Deputado Wladimir Costa expõe ao mundo o nível (baixo, baixíssimo) dos parlamentares brasileiros. Seguindo o código dos bandidos em presídio o deputado tatuou no braço o nome do chefe. O gado marcou a si mesmo. Queria provar do pasto mais verde ou se manter comendo do pasto verde. Agora precisa se haver com a mulher, dona do dono do gado. Ela parece estar com ciúmes. Nunca gado nenhum havia marcado a si mesmo em demonstração de tanto amor. Hoje em dia a tecnologia está muito avançada, acredito se o dono do gado não fornecer o pasto verde que o gado quer, ele vai marcar outro nome no braço. Vida de gado é assim mesmo.

Poesia Visual




O Ciclista



Três anos depois resolveu que seria ciclista. Vendo os amigos ali sentados no chão no meio fio com suas bicicletas descansado do lado e conversando todo tipo de conversa desestressante que assentou: um dia serei como eles.

Comprou uma bicicleta magrela velha de um amigo, ciclista aposentado. Melhor dizendo: não era ciclista, pois se o fosse estaria na estrada. Incentivado pelos amigos comeu seus primeiros quilômetros. Foram dez quilômetros conseguidos a muito custo e festejados como uma medalha olímpica. Um pouco mais de tempo e já pedalava 20 km. Comprou uma nova bicicleta e gora já se iam com mais facilidade 50 km.

Uma nova bicicleta e já rodava 100 km. Até que um dia, bem treinado, fez uma viagem de 243 quilômetros e a fez com alegria e facilidade. Depois fez a mesma façanha. Agora era ciclista igual àqueles que via de início sentados com suas bicicletas de lado descansado elas das pedaladas afoitas pelo prazer de fazer força e sentir o vento na cara.

Nas corridas não fazia boa colocação. Só pedalava. Era o prazer de sua vida. Uma ou outra vez conseguia um segundo e terceiro lugares. Nada mais que isso. Amava só pedalar. Amava acordar cedo, dormir só parte da noite e sair com sua bike para uma corrida ou apenas fazer distância com os amigos. O prazer mesmo era de pedalar. Vencer a si mesmo. Festejar com sua bike e seus amigos alados.


Alguns poucos anos depois de chegar a São Gonçalo do Amarante, precisamente três anos depois está sentado no chão descansando sua bicicleta e conversando com os amigos todo tipo de conversa desestressante e ainda uniformizado.