quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A Modernidade, o casamento convencional e o casamento gay

A modernidade promete sempre mais do que o que pode dar. Mal comparado é como o bicho
que come além da conta, vomita e volta para comer o que jogou fora para aproveitar os
nutrientes.

O casamento convencional tem sido considerado pela modernidade como o mais inútil e falido
projeto para formação de famílias e união entre duas pessoas.

A propósito, já que a crônica é minha, afirmo que o casamento convencional não é apenas uma
invenção humana, mas trata-se de uma criação divina.

Incentivado pelo clima estabelecido pela modernidade, não faltam anedotas satirizando o
casamento convencional. Feliz é o padre que casa casa e fica sempre solteiro. Um amigo meu
cronista, escreveu que seus amigos estavam desaparecendo, no clímax do fechamento da
crônica depreendíamos que ele relatasse que o desaparecimento se devesse a morte de seus
amigos, genialmente disse estarem eles desaparecendo por que casaram.

O mundo dos artistas, sempre afeito às modernidades, vive num casa e separa afoito. Sempre
que enjoam do brinquedinho se apegam a outro. Os anônimos querem fazer a mesma coisa,
só que...

A Mídia também muito ávida pela modernidade noticia sempre casos de união desajustadas
como isso fosse a parte maior do bolo.

Aí as ideias eclodem como eclodem as serpentinhas estourando a casca dos ovos postos por
suas mães, as serpentes. Amizade colorida, swing, produção independente, separação de corpos
(com uma escapadinha para unir os corpos de vez em quando), amigamento, relação aberta...

A lei faz o seu papel e torna legal o que é casual para assegurar a partição de bens e não deixar
a coisa tão frouxa.

Porém, a solução, o modelo perfeito é o casamento gay. A televisão, as revistas, as sociedades
de pensadores e intelectuais, as sociedades as mais diversas, escritores, políticos à caça de votos
e principalmente a Mídia afirmam: o casamento gay é a solução. Aqui reside a perfeição.

Não há brigas. Não há separações, nem muito menos separações traumáticas, não há traição,
os gênios são adequados um pro outro, pelo menos é como a Mídia, a mãe da modernidade tem
mostrado a nova invenção.

Já já a modernidade arranja uma fórmula nova.

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