quinta-feira, 3 de agosto de 2017

A velha escola

Eu admiro a Velha escola. Quando me refiro a velha escola quero dizer um modo de fazer e pensar algo. Mas também o que fez parte do passado. As pessoas acham que aquilo que é velho está ultrapassado e não presta mais. Isso não é verdade.

Ora, vejam só. Quando eu era menino (e isso já fazem uns trita e sete anos) o menino já entrava na escola sabendo ler, escrever e fazer as operações básicas de matemática. Não estão mais aqui meus pais, mas se estivessem não me deixariam mentir.  O método de ensino era muito simples, porém, eficiente.

Um irmão nosso, mais adiantado nos estudos, cortava um papel quadradinho, furava no centro e ia passando o papel com o furo sobre as letras do alfabeto no antigo ABCdário. Repetia a atividade uma, duas vezes por dia durante a semana, isso depois de ter dito o nome das letras pra nós. Em seguida fazia o mesmo, mas dessa vez formando sílabas.

Me lembro ainda da primeira palavra que li: FOR- TA – LE – ZA. Lia essa palavra por causa da grande quantidade de carros que trafegavam em minha rua. Daí foi fácil para ler textos maiores. Quanto às operações de matemáticas nossos pais nos obrigavam a decorar (memorizar) a tabuada. A antiga e abandonada tabuada.


As Velhas famílias entregavam para a Velha escola meninos sabidos. Depois disso a Nova escola disse para a Velha escola e para as Velhas famílias que isso é imposição e, que parece ser fruto da ditadura, por isso, esse método deve ser banido para nunca mais voltar. Aí deixaram as pequenas plantas ao Deus-dará.

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