sábado, 12 de agosto de 2017

Agradecido, mas indignado Crônica para os dias dos pais

Eita, mundão sem pai esse!
Sabe o que andam dizendo por aí? Mãe é só uma, pai é qualquer um. Que conversa torta é essa?!Eu sou pai e não sou qualquer um! Ou melhor, nós pais não somos qualquer um. Nos pais exigimos respeito. Que fique isso bem claro.

Agora pasmem minha gente. Numa tentativa de apagar a nossa importância como pais inventaram o bebê de proveta, inseminação artificial, banco de sêmen, produção independente e coisa que o valha; claro que há casos em que essas invenções são bem vindas, mas para apagar nossa importância não. Never, nunca!

Um mundo sem pai é um mundo bastardo. Aleijado, desamparado sem ter rumo para onde atinar.

Saindo um pouco do mundo dos homens e indo para o mundo de Deus, pergunto: se Eva é a mãe de todos os seres viventes, Adão é o que? O pai, obvio. Jesus quando quis apresentar Deus para o mundo apresentou-o como Pai. Ainda vão continuar com essa sandice de que pai é qualquer um?

Fico cá com os meus pensamentos pensando que quando o povo lê o relato bíblico na parte em que fala como foi o nascimento de Jesus só prestam atenção na parte que diz respeito à mãe. O que o anjo disse para ela, a situação desconfortável dela dando a luz seu primeiro filho numa estrebaria, e não veem que do lado da mãe tinha um pai sofrendo junto, desejando que seu filho nascesse com saúde ao mesmo tempo em que se preocupava com a esposa.

O povo não lê que foi o pai que Deus acordou de madrugada dizendo para arrumar as malas e fugir para o Egito rápido afim de que o menino não fosse morto. Esquecem que ele teve que ficar longos anos longe de sua terra natal longe da família trabalhando para sustentar todos. Deixam de ler que foi a intuição do pai (porque dizem que intuição é só de mulher) que voltando para Israel sentiu que não devia ir para a cidade onde reinava o filho do assassino Herodes e, com sua intuição Deus concordou e o mandou para outra cidade e assim Jesus mais uma vez foi salvo da morte antes do tempo.

Vão ainda continuar com essa ladainha de que pai é qualquer um?! Ora, tenham santa paciência.

Esses dias meus amigos, para cozinhar ainda mais minha santa paciência, ouviu um cantor famoso cantando assim: Pai/Você é meu herói/Meu bandido.

Espero nunca cruzar com esse cidadão porque se não ele não vai ouvir poucas e boas. Vai ouvir muitas e excelentes verdades bem na lata. Onde já se viu isso, chamar pai de bandido! Pai é sempre herói e deve ser honrado pelos filhos, pelo comércio (que no dia das mães faz uma zoada absurda), pelas mães que acham que elas são tudo e pela alta sociedade mundial.

Por Deus, nós os pais já somos honrados desde muito tempo.


Mas se algum homem com filho não se comporta como pai, chamem ele e deem-lhe uma sova das boas pra ele se ajeitar. Não. Uma sova não. Aí já demais. Chamem ele e numa boa conversa ponham os pingos nos is.

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