terça-feira, 8 de agosto de 2017

Não havia lugar

Nem muito menos houve quem cedesse seu lugar para uma senhora grávida de nove meses a ponto de dar a luz seu primeiro filho. Estranhamente os bichos, que dizem serem brutos cederam seus lugares à senhora em questão.

O jornal da época não noticiou o fato, mas a história se divulgou de boca a boca: a humanidade embrutecida e os bichos humanizados.

Tempos depois um historiador espetacular registrou a história dando conta de que uma pequena fração da humanidade ainda tinha coração. Incrivelmente eram cuidadores de rebanho, pastores, que durante a noite pastoravam seus bichos. Tiveram de maneira sobrenatural a notícia de que o menino-salvador havia nascido e estava com sua mãe e pai numa estrebaria, lá foram e verificaram, era verdadeira a história dos anjos. Será que essa pequena fração da humanidade se humanizou com os bichos e rendeu glória a seu Deus-salvador?


Penso que a primeira lição do historiador-evangelista sobre esse caso ao registrá-lo era dar a notícia de que o salvador havia vindo ao mundo, a segunda intenção era a de que ele estava vindo para salvar um mundo embrutecido.

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