terça-feira, 1 de agosto de 2017

O Ciclista



Três anos depois resolveu que seria ciclista. Vendo os amigos ali sentados no chão no meio fio com suas bicicletas descansado do lado e conversando todo tipo de conversa desestressante que assentou: um dia serei como eles.

Comprou uma bicicleta magrela velha de um amigo, ciclista aposentado. Melhor dizendo: não era ciclista, pois se o fosse estaria na estrada. Incentivado pelos amigos comeu seus primeiros quilômetros. Foram dez quilômetros conseguidos a muito custo e festejados como uma medalha olímpica. Um pouco mais de tempo e já pedalava 20 km. Comprou uma nova bicicleta e gora já se iam com mais facilidade 50 km.

Uma nova bicicleta e já rodava 100 km. Até que um dia, bem treinado, fez uma viagem de 243 quilômetros e a fez com alegria e facilidade. Depois fez a mesma façanha. Agora era ciclista igual àqueles que via de início sentados com suas bicicletas de lado descansado elas das pedaladas afoitas pelo prazer de fazer força e sentir o vento na cara.

Nas corridas não fazia boa colocação. Só pedalava. Era o prazer de sua vida. Uma ou outra vez conseguia um segundo e terceiro lugares. Nada mais que isso. Amava só pedalar. Amava acordar cedo, dormir só parte da noite e sair com sua bike para uma corrida ou apenas fazer distância com os amigos. O prazer mesmo era de pedalar. Vencer a si mesmo. Festejar com sua bike e seus amigos alados.


Alguns poucos anos depois de chegar a São Gonçalo do Amarante, precisamente três anos depois está sentado no chão descansando sua bicicleta e conversando com os amigos todo tipo de conversa desestressante e ainda uniformizado.

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